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Mucopolissacaridose, uma doença rara, é tema de palestra no HGRS

13/05/2014 19:59

A mucopolissacaridose (MPS), doença metabólica causada por deficiência de enzimas, configurando-se como um defeito genético, pode levar à morte, mesmo tendo tratamento. O motivo é o desconhecimento da doença por muitos profissionais de saúde. No ano passado, a Diretoria de Ensino e Pesquisa do Hospital Geral Roberto Santos promoveu campanha sobre o tema, ação que é repetida este ano: na quinta-feira, dia 15, Dia Mundial da Mucopolissacaridose, serão realizadas palestras durante a manhã no Auditório central, térreo.

O evento, intitulado “Mucopolissacaridose e Doenças Raras”, acontece das 8 horas ao meio-dia, com apoio da ABAMPS – Associação Baiana de Amigos da MPS, e terá como palestrantes o ortopedista Marcos Almeida e a geneticista Helena Pimentel Santos, ambos do HGRS, e o hematologista Paulo Guilherme Alvarenga, de São Paulo. O objetivo principal é envolver um número maior de profissionais, oferecendo a eles mais informações a respeito da MPS, possibilitando o diagnóstico de mais casos da doença.

“A doença, hoje, tem tratamento; entretanto, por ser rara e desconhecida da maioria dos profissionais de saúde, fica sem diagnóstico e sem tratamento, ocasionando piora do quadro clínico e morte”, explica o ortopedista Marcos Almeida, ex-diretor de Ensino e Pesquisa do HGRS. Atualmente, são descritos sete tipos de MPS, doença caracterizada por deficiência ou falta de uma determinada enzima que pode levar a uma disfunção celular e, na maior parte dos casos, acarretar efeitos patológicos nas células, tecidos e órgãos. As manifestações clínicas são normalmente multissistêmicas e muito variáveis, existindo formas leves a muito graves.

Ascom HGRS / B.F. DRT/BA 1158
HGRS/MPS