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Consultor da OPAS lutará pela ampliação do Proced para outros municípios

29/05/2014 14:45

O Projeto para Qualificação de Profissionais de Saúde da Atenção Básica (Proced), que terá os módulos III e IV encerrados amanhã (30) no Grande Hotel da Barra, tem uma perspectiva positiva para o futuro: o consultor nacional de Doenças Crônicas e Não Transmissíveis da Organização Panamericana de Saúde- OPAS, Lenildo de Moura, disse que lutará para ampliar o projeto para outros municípios baianos. O Proced, que começou em 2008, é financiado pela OPAS e World Diabetes Fundation (WDF) e foi refinanciado pelo sucesso da experiência.

O consultor da OPAS, que acompanhou as atividades do projeto nessas terceira e quarta etapas, disse que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) é um centro de excelência pelo trabalho que vem fazendo, e que mostra sua evolução. O Proced, ressaltou “é uma das experiências bem sucedidas”. Projetos dessa natureza, analisou Lenildo de Moura “têm impacto na população e podem ser reproduzidos”.

Ele entende que as ações do Proced podem contribuir para melhorar a educação, a atenção e a vigilância do paciente diabético, trazendo impacto positivo tanto na redução das comorbidades, como das sequelas. O consultor da OPAS teve excelente impressão dos professores, pelo elevado nível e conhecimento científico, e também destacou a didática utilizada,muito apropriada por permitir a interação professor/alunos.

Lenildo Moura, mestre e doutor em Epidemiologia, além de ter especialização em Doença Renal Crônica em Pacientes Terminais, pelo programa Hubert H. Humphrey,realizado na Emory University, em Atlanta (Estados Unidos), defende a educação do paciente diabético como a saída para o controle do diabetes. “Quando você empodera o paciente, ele passa a conviver melhor com a doença, adere ao tratamento e muda o estilo de vida”. Ele ainda defendeu que além de garantir os medicamento e os insumos, é necessário também educar o paciente.

Doenças crônicas

A educação do paciente diabético, segundo Lenildo Moura, é muito importante para reduzir os internamentos e as mortes. Enquanto as mortes por doenças respiratórias e cardiovasculares vêm diminuindo no Brasil – a meta de redução de 2,7 % ao ano vem sendo alcançada – no caso do diabetes isso não é observado.

E o diabetes, entre as doenças crônicas não transmissíveis, é a que provoca mais comorbidades. Sem contar com as seqüelas causadas pelas amputações e a cegueira. Os fatores de risco, onde se destacam a obesidade e sobrepeso vêm crescendo. A ação tem que cuidar dos fatores de risco para diabetes e cuidar dos pacientes diabéticos, para evitar as complicações que incapacitam reduzem a qualidade de vida. “A preocupação com as doenças crônicas deve-se ao aumento de sua prevalência e contribuição para o índice de mortalidade, que superou as mortes causadas por doenças infecciosas”, disse.

O Brasil, como explica o consultor da OPAS, vive uma transição demográfica com declínio da taxa de natalidade e aumento da sobrevida, e o envelhecimento da população aumenta a incidência das doenças crônicas não transmissíveis. O Brasil convive ainda com a transição nutricional, aumento do sobrepeso da população, sedentarismo e alimentação não saudável.

Ascom/Sesab
/cedeba/opas