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Diretora do Cedeba aposta no Proced como modelo para descentralização da assistência

30/05/2014 19:27

“O curso que vocês concluem hoje é apenas o início do projeto. Um projeto arrojado, que tem até o final do ano para mostrar resultados, sendo estes de fundamental importância para chegar a outros municípios”. A reflexão foi feita no encerramento dos III e IV módulos do Proced, na manhã de hoje (30), pela diretora do Cedeba, Reine Chaves Fonseca. Na oportunidade, ela agradeceu a presença dos representantes dos municípios e às equipes do Cedeba e da Sesab que se envolveram no trabalho.

Reine Fonseca disse que os participantes deste curso foram beneficiados, por participar de um projeto piloto, bem avaliado pelo consultor da OPAS, Lenildo de Moura, que “acenou com a perspectiva de lutar para garantir mais recursos que possibilitarão ampliar o Proced para outros municípios baianos”. A diretora do Cedeba declarou ainda esperar que os resultados obtidos até agora com o Proced possibilitem propor à Secretaria da Saúde a adoção do projeto como um modelo de descentralização da assistência ao diabetes no estado.

Protocolo clínico

Conforme explicou a diretora do Cedeba, o Proced deu continuidade a um processo iniciado pelo centro em 1998, com o Projeto para Interiorização/Municipalização da Atenção Básica ao Diabetes no Estado da Bahia – Projad -, para descentralizar a atenção ao diabetes para os municípios do estado, através da capacitação de recursos humanos e sensibilização de gestores locais. “Apesar de algumas dificuldades encontradas, o Projad contribuiu para ampliar a cobertura da assistência ao diabetes em 71,45% dos municípios baianos.

Em seguida, foi desenvolvido o Programa de Interiorização da Assistência ao Diabetes – Prodiba -, visando avaliar se o protocolo clínico “Staged Diabetes Management/ SDM”, desenvolvido pelo Internacional Diabetes Center (Minneapolis, MN, USA), poderia ser aplicado de maneira eficiente em unidades básicas de saúde, e determinar se houve melhora no controle glicêmico dos pacientes das unidades básicas cujos profissionais foram capacitados.

Em 18 meses de monitoramento do Prodiba, conduzido em dois municípios da Bahia – Conceição do Coité e Lauro de Freitas – observou-se que no município de Lauro de Freitas,onde foi implantado o protocolo clínico do SDM , houve redução significativa nos níveis de glicemia, lipídios, pressão arterial e peso. “Concluiu-se que o protocolo SDM foi efetivo, prático é de fácil utilização em unidades locais de saúde”, avaliou Reine Fonseca.

O Proced

Em 2008, os dois projetos – Projad e Prodiba – tiveram um desdobramento, com o primeiro módulo do Projeto de Qualificação do Cuidado e Mobilização Comunitária em Diabetes (Proced), uma parceria da Sesab/Cedeba com a Fundação Mundial de Diabetes (WDF) e Organização Panamericana de Saúde (OPAS). Segundo a diretora do Cedeba, o Proced foi concebido com o objetivo de possibilitar a participação de estados brasileiros e países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em atividades de capacitação, aperfeiçoamento, mobilização comunitária e produção de materiais educativos para a atenção ao diabetes.

O primeiro módulo do projeto alcançou cinco estados brasileiros (Acre, Alagoas, Mato Grosso, Tocantins e Paraíba) e dois países da CPLP (Guiné-Bissau e Moçambique).Em 2009, ocorreu o segundo módulo do projeto, com foco no rastreamento e manejo das complicações agudas e crônicas da doença.

Ascom/Sesab
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