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Sessão de atualização abordou disfunções da tireóide

03/06/2014 16:36

Apenas 4% da população mundial apresentam nódulos malignos na tireóide, daí a importância de serem observados os critérios para investigação. Muitas vezes o paciente apresenta dificuldade para respirar, rouquidão, tem quadro de rinite, dificuldade para deglutir, mas a causa é o refluxo (problema digestivo), embora o paciente acredite que seja por ter um micro cisto na tireóide. O alerta foi da endocrinologista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) e do Departamento de Endocrinologia da UFBA, Iraci Lúcia Costa, na sua aula sobre “Nódulos e Disfunção Tireodiana (hipo e hipertireodismo)”.

A aula da professora Iraci foi apresentada hoje, na sessão de atualização de diabetes, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS), Professor José Maria de Magalhães Netto. Iniciativa do Cento de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), por meio da Coordenação de Educação e Apoio à Rede (Codar), a sessão reuniu profissionais da atenção básica e estudantes. Na sua exposição, a facilitadora mostrou, de forma prática, como fazer a palpação da tireóide.

A professora Iraci explicou que o bócio é o termo usado para o aumento da tireóide, que pode ser difuso ou nodular (localizado). Em algumas regiões, principalmente em áreas centrais, longe do mar, e pobres em iodo, o bócio difuso é endêmico.

Os nódulos da tireóide podem ser único ou múltiplos, e quanto à natureza, benignos ou malignos. A maior parcela dos nódulos são benignos, sendo que 60% que tem nódulo, nem sabem. Na investigação dos nódulos, além do tamanho, é muito importante ficar atento à história familiar, quando há casos de câncer de tireóide em parentes próximos (de primeiro grau).

A aula também enfocou as disfunções da tireóide (hipo e hipertireodismo). O paciente com hipotireodismo pode apresentar esquecimento, lentidão na fala, sensação de frio, língua espessa, obstipação (prisão de ventre), câimbras, edema na face, cabelos ásperos e ressecados, unhas frágeis. E mais: apnéia do sono, braquicardia( pulso lento) e derrame do pericárdio.

No hipertiredoismo, o contrário do hipo, o paciente pode apresentar exoftalmia (o olho voltado para a frente), bócio, nervosismo, perda de peso (ainda que coma bastante, taquicardia, sudorese, pulso rápido, eritema palmar e problemas nas unhas (parecem descolar).

Na Bahia, segundo a coordenadora da Codar, Graça Velanes, a disfunção tireodiana ainda é muito subnotificada, daí a importância de trazer as informações para a sessão de atualização do Cedeba. Hoje, foram apresentados os tratamentos, exames que devem sem solicitados para cada patologia da tireóide e os critérios de encaminhamento para as unidades de maior complexidade.

A Tireóide

Situada na região anterior do pescoço, a tireóide é uma gandula em formato de borboleta. Produz substancias que são lançadas na corrente sanguínea (hormônios). Estes são responsáveis pelo bom funcionamento de vários sistemas: cardiovascular, músculo-esquelético, neurológico e cognitivo. Algumas pessoas, no decorrer de suas vidas, podem apresentar alterações na produção dos hormônios, levando à hipo e hiperprodução. Outras, apresentam aumento de risco ou nodular da glândula e outras.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/sessãotireóide