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Paciente reconhece atuação do time do Cedeba com camisas nas cores do Brasil

17/06/2014 15:11

O gesto de carinho e reconhecimento do paciente José Jorge Souza da Silva, 68 anos, ao trabalho do Grupo “Doce Conviver”, do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), foi traduzido em camisas amarelas com mensagens educativas, motivado pela Copa Mundial de Futebol. Ele mandou fazer quatro camisas para as técnicas que coordenam o Grupo, cujo trabalho, segundo ele, “foi mais importante para mim do que os dez anos de tratamento do diabetes, antes de ser atendido no Cedeba.”

José Jorge utilizou mensagem de um folheto educativo do Cedeba. Na parte da frente da camisa, “Cuide-se! Você também é responsável pela sua saúde. Ajude a equipe de saúde a cuidar de você”. E mais: uma bola, e acima, “minha copa”. Nas costas: “parabenizamos o Grupo Doce Conviver”. O paciente disse que “com a camisa quis agradecer o trabalho das responsáveis pelo grupo, onde aprendi tanta coisa boa”.

Aprendendo a vencer

A história de José Jorge guarda semelhança com a da maioria dos pacientes com diabetes. Quando recebeu o diagnóstico, há 12 anos, a doença já estava avançada. Em 2010, sofreu um enfarte e, em 2012, amputou os dedos do pé esquerdo e, também, precisou fazer angioplastia na perna. Há dois anos, começou a ser atendido no Cedeba, tendo concluído a semana passada a primeira etapa do Grupo Doce Conviver, “um trabalho muito bom porque aprendemos a conviver com o diabetes e ter os cuidados que a doença exige”, pontuou.

Aposentado da construção civil, Jose Jorge disse que procura passar adiante os ensinamentos sobre diabetes que aprende no Grupo, nas reuniões quinzenais. Procuro mostrar que “a gente precisa aprender a se cuidar”. Atualmente ele usa insulina para o controle do diabetes, mas garante que aprendeu a correta aplicação do medicamento, a saber reconhecer se a glicose sobe ou baixa muito” (hiperglicemia e hipoglicemia), além de cuidados com a alimentação e muito mais.

De acordo com as assistentes sociais Conceição Barreto e Simone Matos, do Grupo Doce Conviver, José Jorge é muito especial. “Quando pedimos aos pacientes para trazerem algo de forte significado em suas vidas, ele emocionou o grupo com a foto dos netos e um depoimento muito forte”.

O trabalho do Doce Conviver, que tem a avaliação positiva de José Jorge, começou em 2004, integrando as atividades da Coordenação de Educação e apoio à Rede (Codar), do Cedeba. Cada grupo, formado por 15 pacientes, participa de cinco encontros quinzenais, e mais um de avaliação depois de quatro a seis meses.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/doce