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Agência Transfusional do HEC dispõe de tratamento específico para pacientes com anemia falciforme

27/06/2014 18:42

Há cerca de um ano, E.O.C., mãe de R.O.C., 14 anos, não precisa se deslocar para Salvador, uma vez por mês, para que seu filho receba o tratamento adequado contra a anemia falciforme, doença que foi descoberta aos cinco anos de idade. Os procedimentos necessários têm sido realizados no Hospital Estadual da Criança (HEC) desde então.

“Não tenho do que me queixar sobre o tratamento que meu filho recebe aqui no HEC. Desde que começamos a vir pra cá, tem sido um alívio, pois antes a gente tinha que ir para Salvador e todo o deslocamento era complicado, pois meu filho não anda, não fala e se alimenta através de sonda. Então, realizar esse tratamento aqui é muito bom”, afirma a mãe do garoto.

A anemia falciforme é uma doença genética que atinge os glóbulos vermelhos e causa alterações no formato dos mesmos, deixando-os em forma de foice e, consequentemente, dificultando a circulação do sangue. É descoberta, geralmente, no teste do pezinho (triagem neonatal) e também através de um exame chamado eletroforese de hemoglobina. Dores ósseas são os sintomas mais freqüentes, assim como sequestro esplênico (sangue no baço), derrames cerebrais, piora da anemia e infecções – que são mais graves em crianças portadoras da doença.

Segundo o médico Ricardo José Leite Borges, coordenador da Agência Transfusional do HEC, não existe tratamento curativo para a anemia falciforme até o momento. “Por isso é importante que a criança tenha um acompanhamento com pediatra e hematologista pediátrico, pois a chance de sobrevida é maior. Os casos exigem um cuidado profilático, através da aplicação de vacinas, uso do ácido fólico e penicilina, bem como a realização de exames, mas há casos específicos que necessitam de transfusão sanguínea”, explica.

De agosto de 2010 até o momento, cerca de 200 portadores de anemia falciforme deram entrada no HEC, deste número, e 94 fizeram uso de transfusão sanguínea. Além disso, 15 pacientes dão entrada no HEC por emergências hematológicas/complicações da anemia falciforme por mês e oito encontram-se em regime de transfusão programada mensal, ou seja, rigorosamente comparecem à unidade para realizar transfusão sanguínea. Vale ressaltar que o HEC tem parceria com a Unidade de Coleta da Fundação de Hematologia da Bahia (Hemoba), no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), a qual funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Fonte: Ascom HEC
/HEC/anemia falciforme