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Experiência de Feira de Santana no cuidado de feridas do pé diabético compartilhada em sessão Cedeba

05/08/2014 17:37

A ansiedade do paciente para que o ferimento feche rapidamente, o medo de rejeição social, que se traduz por temer um curativo mais extenso são aspectos que devem ser observados no tratamento do paciente com pé diabético. A observação é da enfermeira Tamires Albernaz, do Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (CADH), unidade de média complexidade, de Feira de Santana, segundo município mais populoso da Bahia, que vem conseguindo resultados positivos no tratamento das lesões com a redução do tempo de tratamento e das amputações.

Tamires Albernaz, juntamente com a enfermeira Áurea Angela Amorim, pós-graduada em enfermagem dermatológica, trouxe a experiência do CADH para a sessão mensal de atualização em diabetes que o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) por meio da Coordenação de Educação e Apoio à Rede promove para servidores do SUS, que atuam nas unidades da Saúde da Família, da capital e do interior. A sessão de hoje contou com representantes de Salvador e mais 11 municípios, alguns distantes da capital como Jeremoabo e Chorrochó, por exemplo.

Olhar diferenciado

Na didática apresentação de Tamires Albernaz, com aprofundamento do estudo das feridas, ela fez constantes links com as questões psicológicas e sociais, observando que a equipe que cuida do diabético precisa ter um olhar diferenciado, porque cada paciente é um paciente. O tratamento das feridas exige técnica, mas é preciso também confortar o paciente para reduzir a ansiedade e facilitar o fechamento da ferida.

O atendimento no CADH é feito por equipe multidisciplinar, sendo o paciente encaminhado pela rede de atenção básica. Mas o CADH também faz a contra-referência encaminhando os pacientes atendidos para curativos mais simples que precisem ser realizados diariamente. Casos que exigem pequenas cirurgias e tratamento especializado são encaminhados pelo CADH para a rede hospitalar.

A exposição de Tamires teve continuidade com a aula prática da enfermeira especializada Aurea Angela Amorim que apresentou os materiais utilizados no CADH. “Usamos materiais especiais que possibilitam redução significativa no tempo do tratamento: de dois anos para dois meses. Ela mostrou o uso de cada produto dos diversos tipos de ferimentos e fez a demonstração prática, simulando a aplicação da bota de Unna, muito usado em úlceras

Importância

A apresentação das representantes do CADH que abordaram o tema “Como tratamos feridas”, coube à representante da CODAR, do Cedeba, Júlia Coutinho, que destacou a importância da apresentação, em função dos resultados que a unidade de Feira de Santana vem apresentando nos cuidados com o pé diabético.

O convite do Cedeba ao CADH foi muito bem acolhido. Além das enfermeiras que fizeram a apresentação, participaram da sessão a coordenadora do CADH, Andrea Santos Jesus Silva, a coordenadora geral da Média Complexidade em Feira de Santana, Evane Cerqueira e a coordenadora de Referência do Hiperdia da Atenção Básica, Isabela Machados, além de técnicos do CADH.

Fonte: Ascom Cedeba 
/cedeba/feira de santana