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Sesab intensifica ações para combate à vetor da febre Chikungunya

19/09/2014 18:10

O secretário da Saúde do Estado, Washington Couto, confirmou esta manhã, durante entrevista coletiva, a ocorrência de cinco casos da febre Chikungunya na Bahia, no município de Feira de Santana. Na oportunidade, o secretário garantiu que apesar da confirmação dos casos pelo Instituto Evandro Chagas, laboratório de referência para doenças tropicais, não há motivo para pânico entre a população.

Segundo Washington Couto, após alerta do Ministério da Saúde, todos os casos suspeitos passaram a ser investigados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), e amostras dos pacientes com sintomas suspeitos foram encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC). Os primeiros resultados das amostras chegaram a Salvador na manhã de hoje.

A partir da confirmação dos casos, a Sesab intensificará ações que já estão sendo desenvolvidas, com foco principal no combate ao vetor, que é o mesmo da dengue – um mosquito do gênero Aedes. No caso da febre Chikungunya, o Aedes Aegypti e o Aedes Albopictus são os principais vetores. Conforme a superintendente da Vigilância e Proteção da Saúde da Sesab, Alcina Andrade, no caso do Brasil, o vetor mais importante é o Aedes Aegypti, encontrado, principalmente, nos domicílios e peridomicílios.

AÇÕES PREVENTIVAS

A busca ativa de casos suspeitos e a intensificação do trabalho de campo para o combate ao vetor da doença, através da utilização do inseticida UBV (o chamado “fumacê”), para eliminação dos mosquitos alados (adultos), bem como da eliminação dos criadouros do mosquito, são algumas ações que vêm sendo adotadas pela Sesab e pelas secretarias municipais de Saúde, que já foram orientadas para ficar em alerta para a ocorrência de casos da febre Chikungunya.

O secretário da Saúde destacou ainda o papel da imprensa e da população na eliminação do vetor da doença, seguindo as mesmas recomendações feitas para o combate à dengue – a eliminação dos criadouros, que são recipientes que podem acumular água parada (pneus, vasilhames, garrafas, latas, tanques descobertos, etc). Além disso, é importante que as pessoas fiquem atentas e busquem uma unidade básica de saúde caso tenham sintomas da doença – febre súbita e dores nas articulações. Podem também ocorrer dores musculares, dor de cabeça e exantema (manchas vermelhas na pele).

“A principal diferença entre a dengue e a febre Chikungunya é a dor nas articulações”, explicou Alcina Andrade, acrescentando que ao contrário da

dengue, que em suas formas mais graves tem uma alta taxa de letalidade, na Chikungunya a letalidade é muito rara, e não é necessário internar o paciente.

CASOS NO BRASIL

Em nota divulgada recentemente, o Ministério da Saúde (MS) confirmou dois casos de febre Chikungunya no município de Oiapoque, no Amapá. As duas pessoas infectadas não possuíam registro de viagem internacional para países onde ocorre transmissão da doença, desta forma caracterizando transmissão autóctone.

Após o alerta do MS, todos os casos suspeitos passaram a ser investigados pela Sesab, e amostras dos pacientes encaminhadas ao IEC. Nos últimos 15 dias, foram enviadas 16 amostras, sendo quatro de Salvador e as demais de Feira de Santana. No caso de Salvador, duas tiveram resultado negativo, uma teve resultado inconclusivo e será refeita, e uma ainda não teve o resultado conhecido.

A febre Chikungunya é uma doença viral, encontrada nas regiões tropicais e subtropicais, originária da África. O nome Chikuncunya, que significa “andar encurvado”, deve-se à posição adotada por pacientes, em função das dores as articulações. A transmissão autóctone da doença, inicialmente, ficou restrita aos países da África e Ásia, sendo os primeiros casos importados registrados nos Estados Unidos, Canadá, Guiana Francesa, Martinica, Guadalupe.

O primeiro caso confirmado nas Américas foi em 2013 e atualmente, todos os paises da América Central têm registro de transmissão da doença. No Brasil, foram notificados 38 casos, dos quais 17 foram confirmados.

A.G. Mtb 696/Ba
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