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Ministério da Saúde e Sesab tranquilizam a população sobre casos de Chikungunya em coletiva

25/09/2014 17:15

Durante entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira, 25 de setembro, os secretários da Saúde do Estado, Washington Couto, e da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS), Jarbas Barbosa, confirmaram a ocorrência de 14 casos da febre Chikungunya na Bahia, no município de Feira de Santana. Na oportunidade, Washington Couto esclareceu que não há nenhuma co-relação desta doença com o vírus Ebola ou com a dengue. “O nome correto é Chikungunya e não febre africana como está sendo disseminado”, pontuou o secretário.

Couto acrescentou que, embora a doença seja transmitida pelo mesmo mosquito da dengue (Aëdes aegypti e Aëdes albopictus) não se deve fazer associação entre as enfermidades. “O índice de letalidade da febre Chikungunya é muito inferior ao da dengue, não há motivo para pânico”, afirmou o secretário, tranquilizando a população.

Para prevenir e combater a doença, equipes do MS já se encontram no estado da Bahia e estão trabalhando em conjunto com as secretarias estadual e do município de Feira de Santana no sentido de intensificar ações de prevenção e vigilância da doença. Além disso, as equipes dão orientação para a busca ativa de casos suspeitos e a implementação de ações para reduzir, com maior rapidez, a população dos mosquitos transmissores. Também faz parte deste trabalho a orientação de profissionais de saúde quanto ao manejo clínico da doença e a eliminação de criadouros nas residências.

Também presente à coletiva, o secretário de Vigilância à Saúde do MS, Jarbas Barbosa destacou que no Brasil foram confirmados 53 casos. Destes, 14 em Feira de Santana, dois no Oiapoque (Amapá), que são autóctones (transmissão da doença dentro do mesmo território) e 37 importados (pessoas que viajaram para países onde existe a transmissão da doença).

Jarbas Barbosa ressaltou ainda que 292 casos suspeitos estão sendo investigados, também em Feira de Santana. Os exames são encaminhados para o laboratório especializado em doenças tropicais, Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém.

Doença

A Febre Chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Seus sintomas – febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema – costumam durar de três a 10 dias, e sua letalidade, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, é rara e menos frequente que nos casos de dengue. O tratamento é feito para combater os sintomas, com analgésico (paracetamol), hidratação adequada e repouso.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013 foi registrada transmissão autóctone em vários países do Caribe e, em março de 2014, na República Dominicana e Haiti. Nos meses seguintes, diversos países da América Central e da América do Sul também registraram surtos de Chikungunya, inclusive os que fazem fronteira ao norte com o Brasil. Isso ocorre porque os mosquitos transmissores da doença são muito disseminados em todas as áreas tropicais do mundo.

Desde 2010, quando o Brasil registrou três casos importados (contraídos no exterior) da doença, o Ministério da Saúde passou a acompanhar e monitorar continuamente a situação do vírus causador da Febre Chikungunya. Com a confirmação dos casos no Caribe, no final de 2013, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância; a preparação de resposta da rede de saúde; o treinamento de profissionais; a divulgação de medidas às secretarias e a preparação de laboratórios de referência para diagnóstico da doença.

A medida básica de prevenção da Febre Chikungunya é o combate aos mosquitos transmissores. As mesmas ações que previnem a dengue são capazes de prevenir também a Febre Chikungunya. Vale ressaltar que o Ministério da Saúde, por meio da Assessoria de Comunicação Social, vai divulgar semanalmente informações atualizadas da doença. O próximo boletim será divulgado na quarta-feira (1º/10).

Ascom/Sesab
Chikungunya/coletiva/MS