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Avanços e dificuldades dos transplantes foram enfocados na instalação do Congresso da ABM

26/09/2014 19:31

A Bahia tem hoje uma melhor visão sobre doação e transplante de órgãos mas, apesar dos avanços obtidos, ainda é preciso avançar muito, principalmente no que diz respeitos ao índice de negativa familiar, que é dos mais altos do país. A afirmação foi feita na noite de ontem (25), pelo médico Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), durante a instalação do Congresso “Transplante de Órgãos e Tecidos”, na sede da Associação Bahiana de Medicina (ABM).

Na oportunidade, representando o secretário da Saúde do Estado, Washington Couto, o coordenador do Sistema Estadual de Transplantes disse que a Sesab “se sente muito gratificada por ter a parceria da ABM no trabalho de incentivo à doação e transplante de órgãos, inclusive pela escola do tema para as atividades deste congresso promovido entidade”. Eraldo Moura lembrou que o evento está acontecendo durante a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, comemorada na última semana de setembro, por iniciativa da ABTO, Ministério da Saúde e secretarias estaduais de Saúde.

O presidente da ABM, Antônio Carlos Vieira Lopes, falou sobre o “papel social” da entidade e a escolha do tema para o congresso. “Levamos em consideração o Dia Nacional de Incentivo à Doação, 27 de setembro, e também o muito que o estado ainda tem para crescer na área”, disse o presidente da ABM, citando alguns entraves para o crescimento no número de transplantes, entre eles a dificuldade de doações e de captações. “Com a organização do congresso, acreditamos estar contribuindo com a população, os profissionais de saúde e o Governo do Estado, no sentido de difundir informações e ampliar as ações de transplantes”, disse Vieira Lopes.

Caminhada pela vida

O Congresso “Transplante de Órgãos e Tecidos”, iniciativa da ABM, em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), prossegue até amanhã, dia 27, com o objetivo de discutir questões técnicas relacionadas ao processo doação/transplantes de órgãos. Um dos pontos altos do congresso, de acordo com Eraldo Moura, será a Caminhada pela Vida, que acontece domingo, dia 28, de 8 às 12 horas, partindo do Cristo em direção ao Farol da Barra. A finalidade é chamar atenção da população para a importância da doação de órgãos.

Durante o evento, uma programação pré-congresso voltada para médicos foi desenvolvida na Faculdade de Medicina da UFBa, capacitando profissionais para o diagnóstico de morte cerebral. Além disso, na sede da ABM, houve uma atividade voltada para a comunidade – um painel educacional sobre o conceito de morte encefálica e doação de órgãos e tecidos para transplantes.

Ainda ontem, durante a instalação do congresso, o médico Valter Duro Garcia, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), proferiu conferência sobre o tema “Panorama dos Transplantes no Brasil – histórico, desenvolvimento e desafios”. O médico fez um retrospecto da atividade de transplante no mundo e no Brasil, destacando que o 1º programa brasileiro foi implantado na década de 60, na Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Valter Duro, no primeiro semestre desse ano foi registrada uma taxa de doadores efetivos de 13,5 por milhão de habitantes, distante do objetivo previsto para o final desse ano, que é de 15 doadores por milhão.

A.G. Mtb 696/Ba
Central de Transplantes/abertura