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Sesab divulga novos dados da febre chikungunya

08/10/2014 18:46

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), informa que de 06 de julho a 04 de outubro, deste ano, foram notificados 762 casos suspeitos de chikungunya. Destes, 156 foram confirmados, sendo 19 laboratorialmente e 137 por critério clínico e vínculo epidemiológico. A Divep indica também que 21 casos foram descartados e 585 continuam investigação.

Os pacientes considerados suspeitos apresentam dores de cabeça e nas articulações, exantema, edema e, às vezes, prurido. Esses casos estão concentrados nas faixas etárias de 35 a 49 anos (221 casos suspeitos), seguido de 23 a 34 (200 suspeitos) e de 50 a 64 anos (122 suspeitos). O sexo feminino predomina, concentrando 65,74% dos casos suspeitos, e o sexo masculino com 34,25%.

Casos confirmados e bairros afetados

Em 04/10/2014, foram confirmados 156 casos de chikungunya de residentes no município de Feira de Santana. Estes pacientes não relatam viagem a países com transmissão da doença, sendo considerados casos autóctones. Os sinais e sintomas mais freqüentes foram mialgia, artralgia, febre, edema e cefaléia. Os casos hospitalizados informados no Boletim anterior já receberam alta hospitalar, não há registro de óbito por chikungunya até o momento.

Foram notificados casos em 54 localidades do município, entre os quais o bairro de George Américo apresentou 380 (49,86%) notificações, seguido pelo bairro Campo Limpo com 113 (14,82%), Sítio Novo com 36 (4,72%), povoado Rio do Peixe (Distrito de Jaguara) com 31 (4,06%), Cidade Nova com 20 (2,62%), Sobradinho com 18 (2,36%) e Pampalona 10 (1,31%) notificações.

O município de Riachão do Jacuípe teve 120 notificações da doença, sendo que destas, sete (7) foram confirmadas.

Como se apresenta a doença

A infecção pelo vírus chinkungunya – CHIKV provoca febre alta, dor de cabeça, dores articulares e dores musculares. O período médio de incubação da doença é de três e sete dias (podendo variar de 1 a 12 dias). Não existe tratamento específico nem vacina disponível para prevenir a infecção por esse vírus. O tratamento sintomático é o indicado.

A doença pode manifestar-se clinicamente em três fases: aguda, subaguda e crônica. Na fase aguda os sintomas aparecem de forma brusca e compreendem febre alta e artralgia (predominantemente nas extremidades e nas grandes articulações), que acompanhada de cefaléia e mialgia. Também é frequente a ocorrência de exantema maculopapular. Os sintomas costumam persistir por 7 a 10 dias, mas a dor nas articulações pode durar meses ou anos e, em certos casos, converter-se em uma dor crônica incapacitante para algumas pessoas.

A definição de caso proposta pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para vigilância nas Américas, e adotada pelo Ministério da Saúde, segue os seguintes critérios:

Caso suspeito: paciente com febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia, ou artrite intensa com início agudo, não atribuível a outras condições, em residentes ou procedentes de áreas endêmicas ou epidêmicas até duas semanas antes do início dos sintomas;

Caso confirmado: caso suspeito com um dos seguintes testes específicos para diagnóstico de CHIKV: iIsolamento viral; detecção de RNA viral por RT-PCR; detecção de IgM em uma única amostra de soro (coletada durante a fase aguda ou convalescente); aumento de quatro vezes no título de anticorpos específicos anti-CHIKV (amostras coletadas com pelo menos 2-3 semanas de intervalo).

Ascom/Sesab
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