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Avaliação de Tecnologias em Saúde foi discutida em Fórum

13/10/2014 20:53

Na manhã desta segunda-feira, 13, foi a abertura do I Fórum  Estadual em Avaliação de Tecnologias em Saúde,  que tratou da sua importância e aplicabilidade no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).   

O representante do Ministério da Saúde (MS), Jorge Otávio Maia Barreto, pontuou que antes de lançar  uma nova tecnologia é necessário observar seu custo benefício, comparando-a com as disponíveis no mercado e as opções existentes dentro do sistema para evitar que a inserção de um novo insumo ou medicamento “provoque um resultado adverso, não apenas do ponto de vista econômico, mas também aumentando o risco para  o paciente”.
Como exemplo, o analista cita um medicamento que reduz a glicemia, mas em
contrapartida aumenta o índice de infarto.  

Em seu discurso de abertura, Robério Barros, superintendente da Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologias em Saúde (Saftec) explicou a necessidade de avaliar se novos insumos da saúde são seguros, eficazes e economicamente viável em relação aos modelos já existentes.

Já o presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Luis Eugênio, lembrou que a saúde é um direito consagrado na Constituição, mas também é um setor da economia que gera emprego e renda, representando cerca de 10% do PIB do país.

Ele reconhece que é um sistema econômico complexo, pois de um lado a produção dos insumos é essencial à área de saúde,  por outro “os produtores influenciam na agenda das políticas da saúde, embora esta influência não pode ser determinante, pois tem que prevalecer o interesse e a necessidade da população”, conclui Eugênio.

Durante todo o dia o Fórum tratou de temas como “A Política Nacional de Gestão de Tecnologias em Saúde: do normativo ao efetivo”, “Incorporação de Tecnologias em Saúde no SUS: o papel das evidências científicas”, “O papel da ATS nos Processos de Judicialização da Saúde”, “Avaliação econômica e impacto orçamentário: métodos e aplicação”.

Avaliação das Tecnologias em Saúde (ATS) –  é um conjunto de métodos de pesquisa, usado para verificar se uma determinada tecnologia da saúde (como um medicamento, um dispositivo, prótese, um novo tipo de cirurgia, um exame diagnóstico mais avançado ou a implementação de um novo modelo de unidade assistencial) é segura, eficaz e economicamente viável em comparação a outras alternativas de tratamento.