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Recebe alta o primeiro paciente de transplante de pele da Bahia

13/10/2014 13:49

O procedimento é indicado para pacientes com casos de lesões graves que não têm pele do próprio organismo para ser enxertado

Nesta segunda-feira, 13, o primeiro paciente de transplante de pele da Bahia recebe alta depois passar 40 dias internado no Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (Complexo HUPES), mais conhecido por Hospital das Clínicas. Jeferson, de apenas 12 anos, precisou ficar em observação por conta do curativo realizado a cada dois dias. “O paciente passa bem e não sente dor. O transplante foi um sucesso”, afirma o médico Valber Menezes, coordenador do Serviço de Cirurgia Plástica. Segundo ele, houve uma boa adesão do tecido pelo organismo. Isso significa que a pele ficou presa ao corpo.

Este foi o primeiro transplante de pele do Estado da Bahia, realizado no dia 25 de agosto. Jeferson transplantou 2500 cm de pele na região dorsal, devido à lesão causada por queimadura elétrica, a qual comprometeu um membro superior. A criança, natural de Candeias, estava internada no Hospital Geral do Estado (HGE) há 11 meses e foi encaminhada ao Hospital das Clínicas por solicitação da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB).

O enxerto de pele foi obtido por meio de uma parceria da SESAB com o banco de pele de Porto Alegre. Além de Válber Menezes, cirurgião responsável pelo procedimento, houve também participação da equipe de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas e de Carlos Brilha, cirurgião do HGE que trouxe um equipamento com capacidade de aumentar a extensão dessa pele.

A pele é o maior órgão do corpo humano. O transplante é indicado para casos de queimadura severa, ou lesão em que os pacientes não têm pele autóloga, do próprio organismo, para ser enxertada. Segundo Dr. Valber, o procedimento é igual a uma enxertia comum. “Pega-se a pele, lava-se, e a coloca em cima da área descoberta”, explica Menezes.

O médico também falou da possibilidade de perda da pele, quando não sofre adesão ao organismo receptor. “Isso pode acontecer por diversas razões, entre elas por conta da pele ser velha, por alguma contaminação ou por ter levado um tempo demorado de enxerto. Isso acontece mais por conta da condição da pele, do que por rejeição do paciente. Ele estava bem para receber o transplante”, garante Dr. Valber.

O primeiro transplante de pele do Brasil foi realizado há cerca de 20 anos em Porto Alegre, onde está o mais antigo banco de peles do País. Atualmente Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Paraná, também possuem banco de pele. Menezes fala que a Bahia já tem o projeto e os equipamentos, só falta montá-lo.

O paciente e a mãe estarão disponíveis para imprensa na segunda-feira (13) pela manhã, na enfermaria de pediatria.

Fonte: Ascom Hupes
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