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Sesab promove seminário no dia nacional de combate à sífilis

13/10/2014 14:57

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, a cada ano, 12 milhões de novos casos de sífilis no mundo. Em todo o mundo, a sífilis na gestação é responsável por 29% de óbitos perinatal, 11% de óbitos neonatais e 26% de natimortos. Com o objetivo de chamar atenção para a importância do combate à doença, que acumula números preocupantes em todo o mundo, foi instituído, em 2006, durante o VI Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e II Congresso Brasileiro de Aids, o Dia Nacional de Combate à Sífilis, comemorado no terceiro sábado do mês de outubro.

Na Bahia, a data será comemorada na próxima quarta-feira, dia 15, com a realização do seminário “A Atenção Básica na Prevenção da Sífilis Congênita”, iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio do Programa Estadual de DST/Aids, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador. O evento, que ocorrerá na Faculdade Bahiana de Medicina, auditório 2 do Campus do Cabula, de 8 às 13 horas, tem como principal objetivo discutir a situação da sífilis congênita e as possibilidades para sua prevenção, controle e eliminação no município de Salvador.

Voltado para profissionais da rede básica, agentes comunitários de saúde, gestores, docentes e discentes, o seminário será aberto com mesa redonda apresentando uma análise da situação da sífilis na Bahia e em Salvador. Em seguida, haverá mesa redonda sobre a “A sífilis na Atenção Básica: o que temos e o que precisamos”, enfocando a importância do Agente Comunitário de Saúde na redução da sífilis congênita, o papel da atenção básica no enfrentamento da sífilis e o mapa de vinculação como estratégia de enfrentamento da sífilis.

Números da Bahia

Dados da Sesab apontam que na capital baiana, o número de crianças recém-nascidas contaminadas pela sífilis aumentou em mais de 300% nos últimos cinco anos. Houve uma elevação na incidência de 2,1 casos/1000 nascidos vivos em 2008 para 7,4 casos/1000 nascidos vivos em 2012.

Na Bahia, de 2004 a 2014, foram registrados, no Sinan, 4.821 casos de sífilis congênita, e destes, 1.989 ocorreram em Salvador. O coeficiente de incidência em 2004 foi de 1,2 casos por 1.000 nascidos vivos (NV); em 2012 foi de 3,2/1000 NV, e em 2014, até agosto, 4,7/1000 NV. Para a Jeane Magnavita, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, esse resultado traduz o esforço empreendido na implementação do teste rápido de sífilis nas unidades da atenção básica, facilitando o acesso ao diagnóstico e à intensificação da vigilância epidemiológica da sífilis no estado.

Para enfrentamento do problema o Ministério da Saúde e a Sesab, por intermédio do Programa Estadual de DST/Aids, vêm desenvolvendo ações no sentido de dar visibilidade ao problema, junto à população em geral, gestores, profissionais de saúde e demais parceiros.

A sífilis é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser transmitida por via sexual – sífilis adquirida, ou da mãe para o filho, conhecida como sífilis congênita. O tratamento é feito através do uso da penicilina, mas apesar do combate à bactéria ser uma realidade há pelo menos 50 anos, a doença se mantém como um sério problema de saúde pública em todo o mundo.

A.G. Mtb 696/Ba
Sífilis/dia