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Ciave articula enfrentamento dos eventos envolvendo abelhas e vespas

17/11/2014 14:25

O Centro de Informações Antiveneno (Ciave) tem promovido uma articulação entre diversos órgãos para o enfrentamento de eventos envolvendo abelhas e vespas na Bahia. Recentemente, no auditório da unidade, foi realizada reunião com esse objetivo, com a presença de representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Corpo de Bombeiros da Policia Militar da Bahia (CB-PMBA), órgãos do município de Salvador (diretoria de Vigilância à Saúde, Centro de Controle de Zoonoses e Guarda Municipal, além de técnicos do Ciave.

Na abertura do encontro, o médico Daniel Rebouças, diretor do Ciave, ressaltou a relevância do evento e lembrou que as discussões tiveram início durante o V Congresso Brasileiro de Toxicologia Clínica, realizado em setembro, motivadas pela preocupação em oferecer à população alternativas para captura de enxames de abelhas e vespas, encontrados frequentemente em áreas urbanas, causando um número significativo de acidentes.

Participando pela primeira vez do grupo, os representantes da Guarda Municipal de Salvador informaram que em julho deste ano foi criado o Grupamento Ambiental da corporação, que está sendo capacitado para atuar na proteção do patrimônio público ecológico e ambiental na zona urbana, devendo também desenvolver ações nos acidentes envolvendo abelhas e vespas, contando com o apoio dos demais órgãos.

O major Ramon Diego, do Corpo de Bombeiros, falou sobre as dificuldades enfrentadas pela corporação nestas atividades, como a falta de equipamentos adequados, e explicou que gerir a situação durante um ataque de enxames é bastante complicado, pois, muitas vezes, a população entra em pânico e o risco pode ser ampliado. É necessário, portanto, ter um plano de contingência para administrar a situação, que pode requerer a ação de diversos órgãos.

Foi consenso entre os participantes da reunião a necessidade de elaboração de um plano de contingência e criação de material para orientação à população. A representante do CCZ se disponibilizou para coordenar esta última ação, pois pode contar com equipe de agentes de mobilização e educação continuada, que poderá elaborar folhetos educativos sobre o tema, com a colaboração dos demais órgãos, além de buscar a participação e colaboração de associações de apicultores do Estado.

O diretor do Ciave enfatizou que estas ações devem ser discutidas amplamente, de forma a contemplar todas as regiões do Estado, que apresentam realidades diferentes e que, além das ações preventivas e de remoção das colméias e enxames, deve-se atentar para ser dada a destinação adequada aos animais capturados, preocupando-se com a questão ambiental e preservação das espécies.

Ao final da reunião, foram definidos alguns encaminhamentos para viabilizar a estruturação desses serviços e a elaboração de material informativo, sendo, posteriormente, feita uma visita às dependências do Ciave, quando os participantes puderam conhecer o Laboratório de Animais Peçonhentos e Plantas Venenosas do Setor de Biologia do Centro, acompanhados de Daniel Rebouças, Alfredo Neto e Sônia Helena (biólogos) e Adriana Cavalcanti (veterinária).

Os acidentes por abelhas têm sido cada vez mais divulgados pela mídia. Segundo Jucelino Nery, farmacêutico do Ciave e coordenador do Programa de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos no Estado da Bahia, foram notificados, através do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), 514 casos de acidentes por abelhas no Estado em 2013, sendo 37 em Salvador. Já no primeiro semestre de 2014, ocorreram 261 casos, sendo 16 em Salvador. O coordenador ressaltou, ainda, que estes números não refletem muito bem a realidade, tendo em vista que muitos casos não são notificados, apesar da obrigatoriedade.


Fonte: Ciave.
Ciave/abelhas