Notícias /

Estratégias para redução da sífilis foram discutidas em videoconferência

28/11/2014 20:35

O aumento na ocorrência de casos de sífilis e sífilis congênita no Estado foi determinante para a escolha do tema abordado durante videoconferência realizada hoje, no auditório do Instituto Anísio Teixeira (IAT), numa iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio da diretoria de Gestão do Cuidado/Área Técnica da Saúde da Mulher, em parceria com o IAT, diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) e diretoria de Atenção Básica (DAB). Transmitida para 21 municípios, a videoconferência foi aberta às 8h30min, com apresentação do tema “A prevenção e o tratamento da sífilis”.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de HIV/Aids da Sesab, Jeane Magnavita, responsável pela primeira apresentação sobre o tema, a redução da sífilis congênita está prevista em três dos objetivos estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o milênio – redução da mortalidade infantil, combate ao HIV/Aids e melhoria da saúde materna.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a sífilis congênita é eliminada quando a ocorrência é de 1 caso/ 1000 nascidos vivos, número distante da situação na Bahia: esse ano a taxa registrada até o mês de novembro foi de 4,7 casos por 1000 nascidos vivos. No ano passado, a Bahia contabilizou 1.485 casos de sífilis em gestante e 20 mortes de menores de 1 anos em decorrência de sífilis congênita. Esse ano, até setembro, foram 1.033 casos de sífilis em gestantes, 623 de sífilis congênita, com 22 mortes.

Detecção precoce

A detecção dos casos de sífilis em gestantes antes da entrada na maternidade, a expansão e a melhoria da qualidade do pré natal e integração da atenção básica com as maternidades foram algumas medidas apontadas por Jeane Magnavita como necessárias para a redução dos casos de sífilis congênita. De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, a situação atual excede muito a meta da OMS. “É preciso um grande esforço para diagnosticas e tratar os casos de sífilis. Temos uma boa cobertura na assistência pré natal, mas os dados da sífilis nos falam sobre a qualidade deste pré natal”, disse.

“Como conseguir uma melhor qualidade do pré natal?”. Esse foi o questionamento feito por Elisa Carvalho, da diretoria da Atenção Básica, durante a videoconferência. Para a representante da DAB, “temos um cenário bastante desafiador, e trabalhar na expansão da estratégia de Saúde da Família é um passo muito importante para ampliar e melhorar a atenção básica”. Ainda conforme Elisa Carvalho, o papel da atenção básica na busca da redução dos casos de sífilis congênita é a prevenção, através de ações intersetoriais; a detecção precoce dos casos de sífilis; a notificação dos casos e a promoção do cuidado qualificado às gestantes.

Participaram também da apresentação, a presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Maria Luiza Almeida, e o conselheiro do Conselho Regional de Medicina (Cremeb), Bruno Lima, que falaram, respectivamente, do papel do enfermeiro e do médico na equipe multiprofissional de saúde.

Saúde da Mulher

Na parte da tarde, a videoconferência teve como tema a política estadual de atenção integral à saúde da mulher, que está em fase de implantação, segundo Aline Franca, da Área Técnica de Saúde da Mulher da Sesab. “A idéia é apresentar uma versão preliminar dessa política, para os representantes dos municípios possam apresentar críticas e sugestões”, revelou Aline Franca, que citou algumas áreas prioritárias na atenção à saúde da mulher: atenção clínica – doenças crônicas e saúde mental, atenção ginecológica, atenção obstétrica e neonatal, planejamento sexual e reprodutivo, infecções de transmissão sexual, incluindo HIV/AIDS, violência doméstica e sexual e tráfico de pessoas, prevenção e controle do câncer de mama e colo de útero. As ações são voltadas para grupos específicos (adolescentes; mulheres no climatério e idosas; lésbicas, bissexuais e transexuais; negras; indígenas; mulheres em situação de prisão, e mulheres com deficiência).

Participaram da videoconferência, na sede do IAT e em salas de videoconferência de Diretorias Regionais de Educação (Direcs), técnicos da área de Saúde da Mulher e da Vigilância Epidemiológica, coordenadores e profissionais da Atenção Básica, profissionais de maternidades, e outros que se interessam pelo tema.

Fonte: DGC Saúde da Mulher/video1