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Cedeba alcança a maioridade com olhar no futuro

04/03/2015 18:25

Chegar à maioridade, com planos para o futuro, de olho nas inovações e com o reconhecimento internacional de entidades que representam o setor é muito salutar. Mas constatar a satisfação dos pacientes com o serviço é ainda mais gratificante. É esse o sentimento da direção e dos servidores do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), que completa 21 anos no próximo dia 24 de março.

O reconhecimento ao trabalho do Cedeba, unidade da Secretaria da Saúde Estado da Bahia, com foco na educação e no trabalho da equipe multidisciplinar, vem de adultos e crianças. Aos 11 anos de idade, Gabriela Honorata da Rocha Barbosa – com diabetes tipo 1 desde dois anos é meio – é acompanhada no Cedeba desde que foi diagnosticada. Muito falante e compenetrada, explica que o “Cedeba me ajudou a ter uma vida normal, a manter minha glicemia sob controle”.

Além do uso diário da insulina, ela cuida da alimentação, seguindo o esquema da nutricionista, mas aprendendo na brinquedoteca a montar cardápios diversificados, para evitar a monotonia. Sob a supervisão da pedagoga Ceiça Cristo, Gabriela trabalha as fichas do jogo “Contando Carboidratos”, criação de técnicos do Cedeba. Além de contar carboidratos, crianças atendidas nas Brinquedoteca também assistem a filmes educativos.

O trabalho da Brinquedoteca, uma criação da cooordenadora de Educação e Apoio à Rede (Codar) do Cedeba, Graça Velanes, leva em conta a realidade cultural e econômica dos pacientes. Ao montar o cardápio, é respeitado o número de carboidratos de cada refeição, definido pelas nutricionistas, em função das preferências, mas nas fichas estão alimentos que fazem parte da cultura nutricional da população do interior, como o cuscuz e raízes que podem ser consumidos, desde que na quantidade correta.

O trabalho de educação também envolve os pais. Segundo Ceiça Cristo, já tivemos depoimentos de pais que ao receberem o diagnóstico de diabetes passam a comprar a alimentos diet para o filho com diabetes, sacrificando a alimentação dos demais. Com o trabalho educativo, eles aprendem que a criança diabética pode ter uma alimentação saudável, mas na quantidade correta.

Hoje foi o primeiro dia de Thais Bastos dos Santos, 10 anos, no Cedeba. Ela fazia tratamento no Hospital Santa Izabel, porque tinha plano de saúde suplementar. A perda do plano levou à suspensão do tratamento e ao internamento de emergência, porque no diabetes tipo 1 a aplicação de insulina é obrigatória já que o pâncreas não a produz. Mas a mãe de Tais disse ter recebido excelentes informações sobre a assistência prestada às crianças diabéticas no Cedeba.

Com o compromisso da busca incessante pela qualidade total no serviço público, o Cedeba vem garantindo assistência especializada nas áreas de Diabetes Mellitus, obesidade e outras endocrinopatias, como referência para a rede básica de saúde do estado.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/maioridade

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