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“Doce Conviver” possibilita mais qualidade de vida aos diabéticos atendidos no Cedeba

26/03/2015 16:29

Aprender em grupo, podendo trocar experiências e desenvolver atividades de forma lúdica (músicas, jogos, dramatizações), trazem grande satisfação e mudança de comportamentos nos pacientes diabéticos tipo 2 que passam pelo “Doce Conviver” – grupos de educação e convivência – do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba).

No “Doce Conviver”, com a utilização da Metodologia Participativa, que trabalha a autonomia do cuidado, o paciente se sente responsável pelo seu tratamento. Ele aprende como viver bem com o diabetes, como faz o paciente Francisco de Assis Machado Santos, 57 anos. Ele teve o diagnóstico há 16 anos, quando sua glicemia já estava bastante alta: 360. Descobriu porque sua esposa reclamou das formigas no vaso sanitário. Ele é atendido no Cedeba porque já tem complicações renais.

Francisco está participando do Grupo Conviver, e disse que “aqui aprendi a me cuidar direitinho”. Trabalha como motorista e leva uma vida normal. Não esquece da caminhada diária, também observa os cuidados na alimentação. E, para mostrar a importância do Cedeba, dispara: “é uma pena que só tenha um Cedeba na Bahia”.

A paciente Cremilda Santos Rego, 63 anos, aposentada, define o trabalho do “Doce Conviver, como uma maravilha para todos nós. A mãe dela descobriu que estava diabética num nível tão elevado, tendo morrido em 24 horas. A família foi orientada a fazer glicemia. Cremilda, aos 38 anos, já estava diabética e não sabia. Começou sendo atendida na Unidade de Saúde de Castelo Branco, mas há seis anos está sendo acompanhada no Cedeba, porque apresentou problemas renais.

Trabalho em grupo

No “Doce Conviver”, os grupos com 15 participantes têm cinco oficinas quinzenais, totalizando cinco encontros. Após seis meses voltam a se reunir para avaliação. Os grupos do primeiro semestre começam em março e os do segundo, em agosto.

Os participantes trocam experiências, expressam sua forma de pensar e agir, facilitando a aprendizagem. Os diabéticos discutem assuntos relacionados ao diabetes e seu controle, medicações orais e insulina, alimentação, atividade física, cuidados com o pé e a boca, complicações agudas e crônicas.

Para a paciente Avani Santos Galvão, 55 anos, há 15 anos, diabética, “é muito bom a gente aprender como conviver com o diabetes”. Além do ambulatório de diabetes, cuida da obesidade, decorrente de distúrbios da tireóide. “Há três anos, venho sendo atendida pelo Cedeba, já tendo participado também de Grupos de Psicologia. Tudo aqui num só lugar. É muito bom”.

O trabalho do Doce Conviver, que tem a avaliação positiva dos pacientes, começou em 2004, integrando as atividades da Coordenação de Educação e apoio à Rede (Codar), do Cedeba.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/doce conviver

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