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Parceria Cedeba e OSID amplia atendimento para pacientes com acromegalia e gigantismo

09/04/2015 18:28

Quando notou que o tamanho do pé sofreu um significativo aumento, passando do número 36 para o 39, a   pele   ganhou muitas espinhas, ficando mais   espessa e os dedos começaram a ficar mais grossos, dificultando o uso da aliança, a professora Luciana  Brandão do Couto, que estava  noiva e preparando-se para o casamento, há 11 anos, decidiu procurar o médico para saber o motivo dos sintomas . Os exames   confirmaram acromegalia – doença rara que registra 3,3 casos por milhão/ano, provocada por tumor benigno da hipófise(adenoma), que provoca produção exagerada do hormônio do crescimento (GH)

Luciana, que mora no município baiano de Coração de Maria,  foi   submetida a cirurgia da hipófise, casou-se e, há dez anos, é acompanhada pela equipe do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia(Sesab), referência para o tratamento da acromegalia e gigantismo na Bahia. Ela  foi uma das participantes do  1º Encontro de Pessoas com Acromegalia e Gigantismo na Bahia – o Acrovida – tendo participado da oficina de beleza, depois de passar pelo cirurgião – dentista e pelo cirurgião bucomaxilo.

O encontro, hoje   pela manhã, foi realizado pelo Centro de Reabilitação CER IV das Obras Sociais de Irmã Dulce, em parceria com o Cedeba e Associação Baiana de Amigos e Familiares dos portadores de Mucopolissacaridose e doenças raras( ABAMPS). Os participantes estiveram em diversas oficinas: beleza e atividade física de relaxamento, além de avaliação com  profissionais especializados e fizeram  inscrição no CER.

O Atualmente o Cedeba atende 80 pacientes, sendo 60 com acompanhamento e dispensação do medicamento, de alto custo, fornecido pelo governo federal. E os demais, vindos da rede particular, recebem o medicamento. O atendimento multidisciplinar que o Cedeba oferece aos pacientes com acromegalia está sendo ampliado com a parceria firmada com o Centro Especializado de Reabilitação – CER-, da OSID, referência em Reabilitação.

Segundo a coordenadora do CER, a assistente social Rosinei Souza, “aqui  temos atendimento  muito amplo :cirurgião bucomaxilo, cirurgião –dentista, ortopedista, neurologista oftalmologista, cardiologista, otorrino, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, educador físico, pedagogo, psicólogos e assistente social

O Diagnóstico

Quando a acromegalia se manifesta em pessoas jovens, se não houver tratamento, elas crescem exageradamente – gigantismo – atingindo altura de até 2,18 metros, situação que torna a rotina mais difícil, como  explicou o ortopedista   Marcos  Almeida,também professor da Escola Baiana de Medicina. Por isso –explicou – os pais  devem ficar atentos ao perceberem que o crescimento da criança está sendo exagerado.  O gigantismo, segundo o especialista, dificulta a realização de tarefas simples como entrar num carro ou andar de ônibus. Eles tendem a apresentar problemas na coluna pela inadequação dos móveis que os obrigam a sentar   numa postura   que   leva  a dores ósseas e articulares. Ele definiu a parceria com a OSID como  “a união da solidariedade e o voluntariado.”

Como a acromegalia provoca o crescimento das extremidades, acompanhamento com o cirurgião   bucomaxilo, também é muito importante, como definiu o especialista  Diego Tosta, da OSID. Há casos –explicou – em que há necessidade da cirurgia da redução da   mandíbula. Quando a oclusão   não é satisfatória – explicou- pode interferir na digestão.

Sintomas

Os sintomas iniciais da acromegalia são aumento do nariz, orelha, pés, mãos. Pode também haver espessamento da pele e suor excessivo, aumento da oleosidade da pele e de pelos. O ronco também pode ser um sinal de alerta. Caso o paciente com acromegalia não seja tratado, a morte passa a ser de duas a quatro vezes maior que na população em geral.

Ascom Cedeba
/cedeba/gigantismo

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