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HGRS recebe caravana do Cremeb em Defesa da Criança Desaparecida

25/05/2015 21:06

Profissionais de hospitais com atendimento em pediatria podem e devem ficar atentos, no seu dia-a-dia de trabalho, para reconhecer sinais de que uma criança ou adolescente está em poder de pessoas que não são seus pais ou responsáveis legais, sendo vítima de desaparecimento ou sequestro. Para alertá-los e dar a eles instrumentos que contribuam para esse reconhecimento, uma caravana formada pelo Cremeb (Conselho Regional de Medicina da Bahia) visitou hoje (25) os setores de Pediatria do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), marcando o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.

A diretora Médica do HGRS, Rute Nunes Queiroz, e o diretor de Enfermagem, Jefferson Cruz, receberam a caravana composta pela conselheira Maria Jesus Fernandez Bendicho, cirurgiã pediátrica; enfermeira fiscal Laísa Silva, representante do Coren (Conselho Regional de Enfermagem); pelos médicos-fiscais Ildo Simões e Ricardo Fernandes; pelo conselheiro Raimundo Teixeira; e pelo assessor de Comunicação Íbero Amoedo. Eles percorreram a Emergência, a UTI e as Enfermarias Pediátricas, além da UTI Neonatal.

Na Bahia, a ação social da Caravana Nacional dos Conselhos de Medicina em Defesa da Criança Desaparecida, idealizada pelo Conselho Federal de Medicina, acontece em outros hospitais da capital, como Martagão Gesteira e Hospital Geral do Estado (HGE), e do interior a exemplo de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna e Barreiras. Ao todo, serão dez hospitais visitados pelo Cremeb, com apoio das Delegacias de Proteção à Pessoa (DPP) e de Repressão a Crimes contra Criança e Adolescente (Derca), Ministério Público Estadual, 1ª Vara de Infância e Juventude, Sociedade Baiana de Pediatria e Coren-Bahia.

Olhar aguçado

Durante a visita, em contato com dezenas de profissionais do HGRS, os integrantes da caravana repassaram orientações sobre como identificar e proceder em caso suspeito de desaparecimento, propondo a adoção de um fluxo que envolve desde o recepcionista até a diretoria da unidade de saúde, passando por técnicos, enfermeiros, médicos e assistentes sociais. “Queremos sensibilizar o profissional para que ele treine o olhar e possa perceber se se trata de uma criança desaparecida, a começar pela ficha na recepção: se a criança não tem documento de identificação, já pode ser indício de problema”, diz Maria Jesus Bendicho.

A responsabilidade, segundo ela, não é individual, mas social. “A direção do Hospital Roberto Santos aderiu, aceitou, e nos respaldou no trabalho junto aos profissionais”, acrescentou. “É uma ação importante, podemos deixar de identificar uma criança que foi roubada dos pais por não ter esse olhar”, afirma Ana Graziela, coordenadora de Enfermagem da Emergência Pediátrica. Ela confirma atendimentos de crianças sem documentação na Emergência, mas ressalta que não há registro de casos de sequestro ou desaparecimento. “Agora, vamos ficar mais atentos”, pontuou.

Solicitar documento de identificação da criança ou adolescente e do seu acompanhante, verificando o grau de parentesco deste ou, se responsável legal, o termo de guarda ou tutela; sinalizar um alerta na ficha de atendimento ou prontuário eletrônico em caso de suspeita de violação de direitos; analisar atitudes e comportamento da criança ou adolescente frente ao acompanhante; checar todas as informações em caso suspeito. Essas e outras ações constam do fluxo de comunicação e ação em casos de suspeita de crianças desaparecidas. Também é importante que os pais providenciem documento de identificação com foto e digital da criança o quanto antes, lembrando que a emissão da primeira via da carteira de identidade é gratuita.

B.F. – DRT/BA 1158
Ascom HGRS

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