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Toxicologia no SUS foi tema de audiência em Brasília

29/07/2015 19:49

O Centro de Informações Antiveneno (Ciave), da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), é o centro de referência estadual em Toxicologia e desenvolve relevantes serviços à população. Neste ano em que completará 35 anos de existência (30 de agosto), ganha acesso a uma importante base de dados na área – o Toxbase – e vê um dos grandes anseios dos seus gestores e técnicos sendo discutido no âmbito do Ministério da Saúde (MS) com a sua reconhecida importância: a inserção da Toxicologia no Sistema Único de Saúde (SUS).

No último dia 16, representando o Ciave, o farmacêutico e coordenador de apoio diagnóstico e terapêutico Jucelino Nery participou, em Brasília, de audiência com o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O encontro também reuniu representantes das secretarias ministeriais, presidente da Associação Brasileira de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Abracit), Délio Campolina, além de representantes dos centros de Belo Horizonte (Servitox-MG), Campinas (CCI-Campinas-SP), Florianópolis (CIT-SC) e Santos (CCI-Santos-SP) para discutir a questão.

Ciatox incorporados ao SUS

Na oportunidade, o ministro Arthur Chioro ressaltou que não basta publicar uma portaria reconhecendo institucionalmente os Ciatox, mas sim criar toda uma estrutura para viabilizar e perdurar esta inserção, dada a sua relevância e transversalidade pelas diversas áreas da saúde pública, desde a assistência até a vigilância ambiental. Afirmou, ainda, que este é um compromisso assumido por sua gestão e que já determinou que os secretários discutam amplamente o assunto para que, ao final, os Ciatox possam ser incorporados ao SUS de forma sólida. Atualmente, o Brasil conta com 24 centros de informação e assistência toxicológica, com diferentes denominações (Ciave, CIT, Ciatox, Servitox, CCI, etc.) sob diferentes níveis de gestão (municipal, estadual e federal).

A professora Marlene Zannin, coordenadora do Centro de Informações Toxicológicas (CIT) de Santa Catarina, enfatizou a importância daquele momento e ratificou o pleito da Abracit quanto à inserção da Toxicologia no SUS, uma vez que, apesar dos mais de 30 centros de informação e assistência toxicológica (Ciatox) existentes no país serem unidades públicas de referência regional ou estadual em intoxicações e terem como principais atividades o suporte aos profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento de intoxicações e envenenamentos, não são reconhecidos institucionalmente pelo SUS.

Durante o evento, foi destacado o trabalho desenvolvido pelo Ciave, com mais de 7.000 registros de intoxicações na Bahia e cujo diretor, Daniel Rebouças, foi o presidente da Associação na gestão 2012-2014, com a realização do V Congresso Brasileiro de Toxicologia Clínica em Salvador em setembro do ano passado. O Ciave foi criado em agosto de 1980, então um setor do Hospital Geral Roberto Santos – HGRS, e foi o segundo dos 35 centros implantados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). Em 1999, na reestruturação da Sesab, o Centro passou a ser uma unidade gestora e Centro de Referência Estadual em Toxicologia.

Os participantes reconheceram que alguns avanços foram alcançados como a instituição do Grupo de Trabalho para elaboração das diretrizes para as atividades das áreas da Toxicologia no SUS; inclusão da Toxicologia Médica na relação das Áreas de Atuação na Medicina reconhecidas no país; a programação de aquisição de hidroxicobalamina para atenção aos pacientes intoxicados por cianeto; a revisão e atualização do capítulo de antídotos da Relação Nacional de Medicamentos (Rename) e, em junho, a disponibilização de 30 acessos à base de dados Toxbase para os Ciatox.

Fonte: Ciave
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