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Pais que acompanham os filhos nas consultas no Cedeba querem aprender para ensinar

05/08/2015 17:22

Na sala de espera do Setor Infanto – Juvenil do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba , unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), quem mais acompanha os pacientes são as mães. Os pais, cujo dia se comemora neste domingo, são minoria, mas aqueles que participam do atendimento de suas crianças e adolescentes demonstram grande interesse e sede de aprender para poder melhor ajudar na adesão ao tratamento nos casos de diabetes tipo 1: alimentação, uso de insulina e atividade física.

O açougueiro Edson Souza Carvalho, 38 anos, de Salvador, é um exemplo de atenção com a filha Érica de 15 anos, diabética desde os 11. Mesmo separado da mãe da garota, ele divide com a ex – esposa a tarefa de levar a adolescente para as consultas. E está muito feliz porque a filha decidiu recentemente que vai morar com ele. Ele vê como uma grande responsabilidade porque a filha – como é comum em pacientes diabéticos, quando entram na adolescência- dá umas escapulidas no Plano Alimentar e, como consequência, o diabetes descompensa. Érica, aluna da 8ª série, já prometeu ao pai que vai se cuidar mais para ter mais saúde.

O pai de Érica demonstra muita consciência sobre a necessidade de a filha ter uma vida saudável. “No Dia dos Pais vamos à Ilha, mas nada de mudanças na alimentação, que possam atrapalhar o plano alimentar de Érica”. Ele está muito satisfeito com o atendimento que a filha tem no Cedeba há quatro anos, desde que teve o diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 1. Por causa da dificuldade que ela vem apresentando para seguir as orientações – disse – vem recebendo, também no Cedeba, atendimento psicológico.

Edson disse conhecer o básico sobre diabetes.” Érica conhece mais que eu, mas eu quero aprender bastante porque isso me permitirá acompanhar com mais segurança o tratamento dela”, analisou.

Sempre Presente

Manuel de Jesus Silva, 38 anos, lavrador em Santo Antonio de Jesus, no Recôncavo Baiano, também faz questão de acompanhar o filho Marcos Vinicius de 13 anos, assistido no Cedeba desde 2002, por apresentar distúrbio do crescimento. Manuel mora com a esposa, mas sempre quem traz o filho para as consultas é ele. “É muito importante o pai participar ativamente da vida do filho. Acho que é um dever”. Muito satisfeito com o atendimento que Marcos Vinicius recebe da equipe do Cedeba, Manuel disse que “mesmo tendo que dar uma paradinha no trabalho, acompanhar meu filho me deixa muito feliz”, avaliou.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/pais

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