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Bahia busca investimentos sul-coreanos

14/09/2015 21:55

A reinserção da Bahia como Estado produtor público de medicamentos ganhou mais força com a participação do secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, no World Bio & Medical Forum, realizado na cidade de Seul, na Coreia do Sul, considerado um dos maiores eventos da área no mundo. A Bahia foi apresentada como importante mercado para receber investimentos de empresas farmacêuticas e de tecnologia médica da Coreia do Sul. A expectativa é que essas empresas possam investir na transferência de tecnologia para produção no Brasil.

No evento, o secretário Fábio Vilas-Boas, como único representante governamental brasileiro, participou como palestrante convidado e apresentou as políticas públicas de saúde que vem desenvolvendo na Bahia, incluindo os projetos dos consórcios de saúde e inovações tecnológicas, como a telemedicina, saúde digital e a criação de um pólo industrial farmacêutico no estado. A experiência da Bahia com as parcerias público privadas (PPP) e com as parcerias para desenvolvimento produtivo (PDP), despertaram o interesse em diversas empresas coreanas.

Na ocasião, a Bahiafarma, empresa ligada à Sesab, celebrou um memorando de entendimentos para a produção de testes diagnósticos de vírus Zika, Chikungunya e outras doenças tropicais, com o maior instituto de biotecnologia da Coreia do Sul, o KRIBB. Eles já possuem a tecnologia para a produção em escala industrial de testes diagnósticos para essas doenças que vêem causando epidemias no Brasil. Será um teste desenvolvido e produzido pela Bahiafarma. O acordo prevê ainda o intercâmbio de pessoas para a preparação de mão de obra especializada para o estado.

De acordo com o diretor da Bahiafarma, Ronaldo Dias, que também esteve no evento, a expectativa é firmar outras parcerias para produção, por exemplo, de imunobiológicos. “Empresas sul-coreanas tem interesse de exportar tecnologia e a Bahia é um grande mercado para isso. Firmar parcerias para isso irá gerar ganhos para o país, com a redução de custos na produção de medicamentos”.

Ascom Sesab
Bahiafarma/Coreia

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