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Atividade física levada a sério ajuda Maria de Lourdes a manter diabetes sob controle

16/09/2015 14:06

Uma hora de caminhada por dia, a partir das 6 horas. Para reforçar, aeróbica três vezes por semana. Esse programa de treinamento que a costureira Maria de Lourdes Silva, 65 anos, cumpre com muita determinação, tem sido importante para manter o diabetes sob controle. Paciente do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), disse ter mais facilidade para manter a disciplina em relação ao exercício físico do que a alimentação.

E a prática da atividade física tem sido essencial, também, para reforçar a auto-estima. Com muito orgulho, ela chegou hoje ao Grupo Doce Conviver, do Cedeba, para participar da oficina de retroalimentação, trazendo a medalha que carrega no peito com muito orgulho, pela participação, pelo segundo ano consecutivo, do circuito da Longevidade, em Salvador, cumprindo um percurso de três quilômetros, alternando corrida e caminhada.

Igreja e aeróbica

Como a profissão de costureira exige que Maria de Lourdes permaneça sentada por longos períodos, ela tem consciência da importância do exercício físico. E mais: fazer aeróbica não pesa no seu orçamento porque ela conta com aulas gratuitas na Igreja de Santa Mônica, no bairro de Cajazeiras, ministradas pela professora Sueli. Demonstrando grande nível de auto-confiança, diz que ” muita gente não pode participar porque o treino é puxado”.

Desde que recebeu o diagnóstico de diabetes, há pouco mais de dois anos, Maria de Lourdes não relaxa mais da prática de atividade física porque ela já conhecia os problemas que a doença causa, se o paciente não se cuidar. O esposo morreu por causa do diabetes, aos 74 anos, e terminou sem andar, preso a uma cadeira de rodas. Ela também perdeu um irmão que sofria de diabetes.

No Cedeba, além de ser atendida para o controle do diabetes, Maria de Lourdes também cuida da osteoporose, mas “tudo sob controle, porque tomo os medicamentos e levo a atividade física a sério”, destaca. A paciente também sofre de hipertensão, doença para qual a prática da atividade física também é muito importante.

Maria de Lourdes, que vive com a única filha, Leonilia, de 40 anos, busca sempre tudo que possa ajudar a melhorar sua qualidade de vida e, por consequência, ter mais saúde. Além de participar do Grupo Doce Conviver, do Cedeba, onde aprende a conviver com o diabetes, com reforço do auto – cuidado, também está fazendo acupuntura no Posto de Saúde da Boca da Mata,” pois sei que ajuda ainda mais a me manter calma para conviver com o diabetes e a hipertensão “, avaliou.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/corredora

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