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Bahia retomará transplante cardíaco depois de seis anos

29/09/2015 19:25

No Dia Mundial do Coração, que esse ano tem como tema “Amor pela vida é cuidar do seu coração”, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) acena com uma nova esperança  para quem precisa ser submetido a um transplante cardíaco: a ativação, até o final do ano, do serviço de transplante cardíaco do Hospital Ana Nery. Desde 2009, quando foi feito pela última vez um transplante de coração na Bahia, no Hospital Santa Isabel, o procedimento não é realizado no estado, e os pacientes precisam se deslocar para outros estados.

Responsável por 80% de todos os transplantes renais realizados no estado durante o ano passado, e única unidade hospitalar que realiza transplante renal pediátrico, o Hospital Ana Nery já está credenciado pelo Ministério da Saúde para o transplante cardíaco e, atualmente, já é responsável pelo acompanhamento ambulatorial pré e pós transplante dos pacientes que se submetem ao processo cirúrgico em outros estados. Atualmente, dos 45 pacientes acompanhados pelo ambulatório, 12 têm um quadro potencial para entrar na fila de espera por um novo coração.

A retomada do transplante cardíaco é mais uma ação da Sesab dentro da proposta de alavancar as doações e transplantes de órgãos e tecidos. Na semana passada, foi lançada a política de incentivo aos transplantes de órgãos e tecidos, que prevê um investimento de R$ 10 milhões por ano, como forma de incentivo financeiro às etapas de doação, captação e transplante. Atualmente mais de 2 mil baianos aguardam por um transplante de órgãos e, infelizmente, a Bahia figura entre os estados que menos transplantam no país.

O médico Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, destaca que além do aspecto humanitário, investir em transplante resulta em economia de recursos públicos. A Sesab gasta atualmente cerca de R$ 10 milhões com tratamentos fora do domicílio (TFD), sendo a maior parte com transplantes.

Segundo o secretário Fábio Vilas-Boas, com a política de incentivo à doação aos transplantes a expectativa, já no primeiro ano, é “zerar a fila de espera por transplante de córnea, reativar o transplante de coração, parado desde 2009, ampliar significativamente os transplantes de rim, fígado e medula óssea, bem como realizar o primeiro transplante de pulmão”.

Coração

Na década de 90 foram realizados seis transplantes cardíacos no estado – entre 1991 e 1992, no Hospital Português. Dezesseis anos depois, em 2008, houve a retomada do transplante cardíaco, no Hospital Santa Isabel, unidade onde também foi feito o último procedimento no estado, um ano depois (2009).

 

Ascom/Sesab

Ana Nery/coração

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