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Tecnologia na medida certa: aula sobre diagnóstico por imagem no HGRS

30/09/2015 21:08

Em tempos de predomínio da tecnologia na vida cotidiana, discutir seus aspectos positivos e negativos é essencial para que se faça, dela, o melhor uso. Foi essa a tônica de mais uma aula aberta hoje (30), no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). O tema “Diagnóstico por Imagem: como obter o melhor resultado” foi apresentado pelo médico radiologista Gentil P. Martins Neto, e comentado pelo diretor Geral do HGRS, Antônio Raimundo Pinto de Almeida.

Voltada principalmente para médicos residentes, mas acompanhada com interesse por profissionais médicos e de outros segmentos da área de saúde, além de estudantes, a aula lotou o Auditório central do HGRS. A intenção, como revelou o diretor Geral, é retomar o ritmo de atividades acadêmicas, já estando previsto, para a primeira quinzena de outubro, o lançamento do Programa de Cuidados Paliativos. A primeira Aula aberta, nessa fase de retomada, foi ministrada pelo diretor Executivo do HGRS, Hugo da Costa Ribeiro Jr., no dia 27 de agosto, sobre “Nutrição nos primeiros 1000 dias versus Programação Metabólica”.

Dose certa e cuidados

As dúvidas sobre como lançar mão da tecnologia de maneira correta, sem exageros, são frequentes entre os residentes, que ainda estão acumulando experiência, daí a importância do evento. “A tecnologia faz parte da nossa vida, mas temos que saber usar os recursos tecnológicos, pedir o exame certo, saber o que você quer desse exame. Além do custo alto, o exame de imagem irradia o paciente, expondo-o a risco e causando stress nele; por isso, é preciso ter cuidado”, alertou Antônio Raimundo.

Ele lembrou a importância do olhar clínico na avaliação do paciente, às vezes, mais resolutivo do que os exames de complexa tecnologia. “Já vi paciente com três tomografias normais e que, no entanto, estava com meningite: não havia feito o exame clínico. Há exames que não podem ser feitos por determinados pacientes, ou devem ser feitos com restrição, caso da tomografia computadorizada (TC), que deve ser solicitada sem contraste para melhor visualização do cálculo renal. Conversem antes com o radiologista, pode até ser que mude o exame a ser feito”, aconselhou.

Em sua exposição, o médico radiologista e professor Gentil Martins ressaltou o aumento constante no número de exames de imagem solicitados, alertando igualmente para uma apreciação cuidadosa da história clínica do paciente, capaz de ajudar o radiologista a detectar algo importante durante o exame. Também explanou os riscos da exposição à radiação, não só por parte do paciente, mas de profissionais que entram em ambientes de exames radiológicos como Raios-X, TC e RM (ressonância magnética) sem o cuidado e a proteção devida.

A coordenadora do Serviço de Bioimagem do HGRS, Clarissa Almeida Sarmento, destacou que é feito, ali, um trabalho de conscientização com os profissionais médicos e residentes. “É importante que se discuta, se troque informações. É importante, para o radiologista, saber qual a indicação do paciente. Os residentes chegam `verdes´ e devem se acostumar a usar o serviço de forma plena: ligar, perguntar, discutir. A equipe está de portas abertas”, avalizou. Como os riscos da radiação se tornam ainda maiores para RNs e crianças, o coordenador da Pediatria, Dilton Mendonça, resumiu: “Não se deve expor o paciente a exames desnecessários. Pedir exames, só no momento certo”.

Os participantes que não fizeram inscrições prévias podem acessar o endereço eletrônico hgrs-eventos.blogspot.com.br para obterem seus certificados.

Ascom HGRS
/hgrs/radiação

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