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Cedeba marca o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade com oficinas focadas na beleza

08/10/2015 19:38

Hipertensão, esteatose hepática (gordura no fígado) e dores nas pernas são problemas que Edilma dos Santos de Andrade , 35 anos , enfrenta em razão da obesidade. Pesando 128 quilos,começou o tratamento no Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia(Cedeba)há três meses , mas está com muita esperança de eliminar o peso extra que começou a ganhar há 16 anos, após o nascimento do segundo filho.

Edilma participou com mais 160 pacientes da celebração do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade que o Cedeba, por meio do Núcleo de Obesidade promoveu no Centro de Atenção à Saúde(CAS). O foco da programação foi o fortalecimento da autoestima. Com oficinas de cabelo, turbante, massagem nos pés e maquiagem, envolvendo a equipe multidisciplinar, os participantes (mulheres em sua quase totalidade) pararam para refletir sobre a importância de um novo olhar para dentro de si, contrapondo- se ao padrão de beleza imposto pela sociedade que define o gordo como feio e o magro como belo,como destacou a psicóloga do Núcleo de Obesidade do Cedeba, Michele Vieira.

A ideía do evento focando no fortalecimento da autoestima – explica Michele Vieira – teve o propósito de fazer com que o paciente valorize o que ele tem de bom e se sinta bem, já que a sociedade contribui para que ele se sinta rejeitado.

Quem bem descreve essa rejeição é a paciente Conceição Aparecida Souza, 43anos. Com 1,63 de altura,pesa 128,5 quilos. Além das questões de saúde, conta enfrentar discriminação nos ônibus e nas lojas.” O pessoal vai logo dizendo: aqui não tem roupa para você. Os vendedores nem admitem que posso querer comprar um presente”, pontuou.

A programação elaborada pelo Cedeba deixou os pacientes muito felizes. Luzinete de Jesus, 45anos, desde junho em tratamento no Cedeba, disse que “foi ótimo”.Sentindo -se orgulhosa com o turbante e com a maquiagem,contou que o excesso de peso – 141 quilos – contribuiu para que perdesse a vaidade.

Para a coordenadora do Núcleo de Obesidade do Cedeba, a endocrinologista Teresa Arrutti, o sentimento de rejeição está muito presente no paciente com obesidade, porque obeso enfrenta o preconceito social. Na abertura dos trabalhos, dirigindo-se aos pacientes ela disse: “a obesidade hoje é um problema mundial. Não é exclusivo de Salvador, da Bahia ou do Brasil”, daí a importância da prevenção e do tratamento.

A programação mostrou a importância da atividade física com alongamento e passos de dança sob a orientação da fisioterapeuta Lorena Arruda,após a exibição de vídeo educativo, “Tudo isso é muito importante,na avaliação da paciente Edilma dos Santos de Andrade “porque nos ajuda a ter consciência que obesidade é uma doença. Não é saúde como muita gente pensa”

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