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Atividades diversas marcam o Dia de Combate à Sífilis

13/10/2015 15:35

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, a cada ano, 12 milhões de novos casos de sífilis no mundo. Em todo o mundo, a sífilis na gestação é responsável por 29% de óbitos perinatal, 11% de óbitos neonatais e 26% de natimortos. Com o objetivo de dar maior visibilidade à sífilis e à sífilis congênita como grave problema de saúde pública na Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio do Grupo de Trabalho de Combate à Sífilis Congênita, promoverá uma série de atividades, marcando o Dia de Combate à Sífilis, que ocorre no terceiro sábado de outubro.

Em parceria com a Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Regional Bahia (SBDST/Ba) e o Ministério Público do Estado da Bahia, as atividades programadas incluem palestras, mesa redonda e sessão científica, a serem iniciadas no próximo dia 15, quinta-feira, às 14 horas, na sede da Fundação Estatal de Saúde da Família (FESF), com Web Palestra sobre “Manejo da Sífilis em Adulto”, a cargo do médico ginecologista e obstetra, Roberto Fontes, do Hospital João Batista Caribé e da secretaria municipal de Saúde de Camaçari e 1º teroureiro da SBDST-Regional Bahia.

No dia 21, às 10 horas, também na sede da FESF, a médica pediatra Margareth Handan profere Web Palestra sobre o tema “A criança com sífilis na Atenção Básica” e no dia 23, sexta-feira, às 8 horas, acontece evento comemorativo ao Dia de Combate à Sífilis, na sede do Ministério Público, no Centro Administrativo da Bahia. A programação será encerrada no dia 29, com sessão científica sobre a Situação atual da Sífilis na Bahia, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS), às 9 horas.

CADEIA DE TRANSMISSÃO

A sífilis é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser transmitida por via sexual – sífilis adquirida, ou da mãe para o filho, conhecida como sífilis congênita. O tratamento é feito através do uso da penicilina, mas a despeito de o tratamento ser de baixo custo e estar disponível no SUS, a doença ainda se constitui grave problema de saúde pública, especialmente no que diz respeito à sífilis em gestante , cujas consequências podem ser abortamento, óbito fetal, morte neonatal ou o nascimento de crianças com sífilis – a sífilis congênita.

Assim, é fundamental realizar o tratamento precoce adequado do paciente e seus parceiros sexuais e ações de prevenção, com o objetivo de informar a população sobre a doença e formar de evitá-la, visando interromper a cadeia de transmissão, conforme alertam os especialistas.

Voltada para profissionais de saúde que atuam na assistência e gestores, as atividades do Dia de Combate à Sífilis visam contribuir para a detecção precoce dos casos de sífilis e discutir sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento adequado e oportuno, sobretudo no pré-natal. A proposta é contar com a participação dos trabalhadores de saúde dos diversos níveis de assistência e vigilância, bem como de universidades que atuam junto à comunidade, e que vêm enfrentando dificuldades no combate à sífilis no dia a dia de suas atividades.

Na Bahia, no primeiro semestre do ano, foram notificados 733 casos de sífilis, sendo 430 em pacientes do sexo feminino e 303 do sexo masculino, e 558 casos de sífilis congênita.

A.G. Mtb 696/Ba
Sífilis/dia

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