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Portaria para incentivo à doação e transplantes foi publicada hoje

22/10/2015 15:02

Foi publicada hoje (22), no Diário Oficial Estado, a portaria número 1169, que institui a Política Estadual de Incentivo à doação de órgãos e tecidos, e de fomento à realização de transplantes no Estado da Bahia. Com a nova política, o Governo da Bahia, através da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), investirá recursos para alavancar os transplantes. “Serão investidos mais de R$ 10 milhões por ano, como forma de incentivo financeiro às etapas de doação, captação e transplante de órgãos, incluindo o pré e pós transplante. É um recurso suplementar aos valores já pagos pelo SUS”, explica o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

Com a política estadual para incentivo aos transplantes, a ideia é que os recursos sejam utilizados, entre outras áreas, para reduzir as dificuldades na realização de transplantes, incluindo estímulo financeiro às equipes médicas e hospitais, até o investimento em equipamentos, exames e medicamentos de alto custo na capital e interior. O objetivo é desenvolver as atividades propostas em um curto prazo, cerca de um ano. Entre as metas estão as de triplicar a doação e o transplante de córnea no primeiro ano; dobrar a doação de órgãos sólidos no primeiro ano; além de aumentar em 50% o número de transplantes de órgãos sólidos a partir do ano que vem e nos anos seguintes, até zerar a fila de espera.

Além de aumentar a quantidade de transplantes, a política estadual ainda prevê a realização de procedimentos que não vinham sendo feitos na Bahia, como o transplante de cardíaco, desativado desde 2009, e que poderá ser retomado brevemente, no Hospital Ana Nery.

Fila de Espera

Atualmente, dois mil baianos estão na fila de espera por um transplante de órgão, espera-se reduzir e, no caso de alguns órgãos, como a córnea, até zerar essa fila de espera. Segundo o médico Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, uma das grandes dificuldades na ampliação do número de transplantes no estado é a autorização familiar para a doação. Na Bahia, cerca de 70% das famílias com parentes em morte encefálica negam a doação. Por isso, atividades educacionais e campanhas de conscientização devem ser desenvolvidas. “O esclarecimento sobre o procedimento de doação deve começar desde cedo e a equipe médica deve continuar sendo acompanhada, para estimular a realização de protocolos que comprovem a morte encefálica. “Queremos reforçar a educação desde a infância, nas escolas, passando pelas academias e faculdades, educando os profissionais. Participando mais ativamente na gestão dos hospitais e aumentando esses fluxos”, explicou o coordenador.

Sesab/Ascom
Central de Transplantes/política1

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