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Sesab propõe participação das sociedades médicas na elaboração de políticas de saúde

04/11/2015 10:19

Com o objetivo de aperfeiçoar as políticas públicas na área de saúde, o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, propôs na noite desta terça-feira (3), na sede da Associação Baiana de Medicina (ABM), estreitar as relações da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) com as entidades de classe e sociedades médicas de especialidades. Além de contribuir com a atualização dos protocolos vigentes, a iniciativa permite antecipar tendências na área de saúde pública, a exemplo da incorporação de tratamentos e técnicas.

O evento reuniu mais de 20 sociedades médicas de especialidades, tais como Mastologia, Nefrologia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, infectologia, dentre outros, bem como representantes do Conselho Regional de Medicina, ABM e sindicato dos médicos. “Nós queremos que todos participem da elaboração das políticas de saúde e o primeiro passo é convidá-los e ouvirmos a demanda de cada área. E é isto que estamos fazendo”, destacou o secretário.

Na oportunidade, cada representante falou das principais dificuldades enfrentadas e ouviram ações que estão planejadas em consonância com a necessidade, a exemplo da ampliação de leitos de Ginecologia e Obstetrícia na capital e no interior. Ainda relacionado à saúde da mulher, o secretário pontuou a abertura do serviço de mamoplastia redutora no Hospital João Batista Caribé e a reformulação do Centro Estadual de Oncologia (Cican), que ficará responsável pelas biópsias e mamografias.

Além disso, anunciou uma reestruturação do atendimento do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba). “Hoje, cerca de 80% dos atendimentos são referentes aos moradores da capital, mas devemos atender a demanda de todo o Estado”, afirmou o titular da pasta da Saúde.

O vice-presidente da ABM, José Márcio Maia, parabenizou a iniciativa e destacou que o número expressivo de representantes das sociedades médicas que compareceram à reunião demonstra a vontade de todos em contribuir para a melhoria da saúde do estado. Ele ainda acrescentou que “é muito bom percebermos uma atuação mais técnica e menos política dessa gestão”

Judicialização

Uma das estratégias para reduzir o número de processos judiciais envolvendo a aquisição de medicamentos pelo Estado é fortalecer o papel das sociedades médicas e entidades de classe junto aos seus associados. Ao orientar os médicos a receitarem medicamentos que constem no protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando que há medicações similares que fazem o mesmo efeito, o número de ações judiciais tende a cair. Isso associado a criação de uma câmara técnica para a elaboração de protocolos e a resolução de problemas de modo conciliatório, o Estado tende a ampliar a sua eficiência.

Na oportunidade, também se esclareceu que apesar de a atenção básica ser uma responsabilidade dos municípios, em função de dificuldades financeiras, há anos o Estado está sobrecarregado, vide a falta de maternidades no interior e a negligência com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que acabam evoluindo e se tornando uma doença para tratamento em unidades de alta complexidade.

Consórcios de Saúde

Com o entendimento de que o município sozinho não tem condições de ofertar integralmente os serviços necessários à população, o Estado da Bahia propõe o consorciamento interfederativo de saúde como alternativa. A partir dos consórcios, a meta é que sejam construídas 28 policlínicas, com até 13 especialidades, e equipamentos como tomógrafos e ressonância magnética, tendo o Governo da Bahia e os municípios como gestores.

O Estado investirá cerca de R$ 12 milhões para construir e equipar cada policlínica, cujo custo de manutenção é de aproximadamente R$ 700 mil por mês. Além da maior eficiência no atendimento e qualidade dos serviços de saúde, o Estado da Bahia arcará com 40% da manutenção, enquanto o rateio dos 60% restantes caberá aos municípios consociados.

“A criação dos consórcios permitirá uma gestão mais moderna e inovadora do sistema de saúde para que o paciente possa permanecer na sua região, tendo atendimento completo e integrado, com elevado grau de resolutividade”, ressaltou o secretário Fábio Vilas-Boas.

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