Notícias /

Cepred é referência no tratamento da surdez

10/11/2015 13:27

Neste 10 de novembro, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, a mãe de Rafaela Brito do Carmo reforça que é importante o acompanhamento assíduo para que uma criança com deficiência  auditiva se desenvolva. Jussiara Brito  conta que começou a tratar efetivamente a filha, que tem surdez profunda por conta de complicações no parto, no Centro  Estadual de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (Cepred) depois que um neurologista a encaminhou para a unidade, que é referência no estado.

“Ele disse que no Cepred eu encontraria o atendimento que minha filha precisava. Quando chegamos, ela tinha um ano e seis meses, não falava uma palavra e também não andava, hoje ela está com 11 anos, estudando no quarto ano, se desenvolvendo bem, graças ao atendimento que encontramos aqui”.

A dona de casa ainda acrescentou que a filha encontrou no centro todo o atendimento que necessitava, desde fisioterapia para conseguir andar até o encaminhamento para o implante coclear, que à época era realizado no Rio Grande do Norte, até o acompanhamento posterior para estimular o desenvolvimento da linguagem. Atualmente, os pacientes do Cepred já podem ser encaminhados ao Hospital Santo Antônio, que conta com o serviço.

A coordenadora do serviço, Ana Cristina Pitanga, ressalta que este ano, de janeiro a setembro, o Cepred atendeu cerca de 1500 pessoas com deficiência auditiva e entregou mais de 4.600 aparelhos auditivos de janeiro a outubro. Este número inclui bebês, crianças, adultos e idosos, pois ela lembra que o Cepred atende a diversas faixas etárias.

De acordo com o censo de 2010, mais de 700 mil pessoas em todo o estado tem algum comprometimento na audição. Os especialistas do Cepred foram unânimes em afirmar que o diagnóstico precoce é determinante para o êxito do tratamento.

A fonoaudióloga Elisana Costa, explica que um dos primeiros exames a ser realizado para detectar algum problema auditivo em recém-nascidos é o teste da orelhinha, que deverá ser feito no bebê logo na maternidade. “É um procedimento que se faz nas maternidades, demora entre cinco e 10 minutos e não causa dor”. Ela acrescenta que o atendimento pode ser realizado no Cepred também. Para isso é necessário levar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), guia de solicitação do SUS e relatório da alta da maternidade.

Mas acrescenta que, naqueles casos em que os pais não têm este acesso, têm que ficar atentos à sensibilidade dos bebês, pois quando há perda da audição, eles dormem mesmo com barulho, não acompanham para descobrir de onde vem o som, não ouvem a voz da mãe. A qualquer um desses sinais, os pais devem procurar atendimento imediatamente, mas ela destaca que mesmo com indicativo de perda da audição, os pais não podem deixar de estimular a criança, de conversar com ela entre outras ações de estímulo.

Depois dos exames iniciais com o fonoaudiólogo, é a vez de encaminhar para o otorrino concluir o diagnóstico e indicar o tratamento, se será cirúrgico, medicamentoso ou colocação do aparelho auditivo. Outro ponto importante para o êxito no tratamento é o efetivo apoio e empenho da família. No caso de Rafaela Brito, a mãe, além de não faltar a nenhum agendamento da paciente, segue todas as orientações dos profissionais do Cepred e ainda acrescenta seus próprios métodos, a exemplo da etiquetação de tudo dentro de casa, desde os brinquedos até os móveis, os eletrônicos para que ela possa ir associando o nome aos objetos.

Cepred

Criado em 1999, o Cepred, além de ser referência em deficiência auditiva,  é também referência em  Serviço de Atenção em Reabilitação Física, que inclui núcleo de reabilitação da pessoa com deficiência neuroevolutiva infantojuvenil; núcleo de reabilitação da pessoa com deficiência neurofuncional adulto; núcleo de reabilitação da pessoa com estomia; núcleo de reabilitação da pessoa com deficiência musculoesquelética. Tem também o serviço de reabilitação da pessoa com ostomia.

Segundo Telma Ferraz, assessora técnica do Cepred, o atendimento é destinado a pacientes provenientes da capital e do interior, com acesso através de encaminhamento médico, com diagnóstico concluso ou por concluir. Quando necessário, o paciente será submetido a exames complementares para se começar o tratamento indicado. Nos anos de 2013 e 2014, a média de atendimentos em geral foi de seis mil pacientes. Este ano, até setembro, foram contabilizados mais de 4.130 atendimentos.

Ascom/Sesab
Cepred/Surdez

Notícias relacionadas