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Equipe da DGC participou de encontro sobre o novembro negro

12/11/2015 12:17

A Bahia possui uma população predominantemente afrodescendente, portanto, as políticas públicas do Estado não podem perder o foco da atenção, promoção e prevenção dos agravos mais presentes neste segmento populacional. Nesta perspectiva, o governo do Estado, instituiu a Política Estadual de Atenção à Saúde da População Negra, através do Decreto n. 14.720/2013, que tem, dentre as suas diretrizes, a implementação de ações afirmativas para alcançar a equidade, a universalidade e integralidade em saúde e promover a igualdade racial. Uma das doenças mais prevalentes na população negra é a doença falciforme, que possui um caráter hereditário e, no Estado baiano, a sua proporção é a maior do país, com incidência de 1/650 por nascidos vivos.

O Estado da Bahia esteve presente no VIII Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme, sobre o tema “Doença Falciforme nas Redes de Atenção à Saúde”, realizado nos dias 05, 06 e 07/11/2015, no Centro de Convenções de Vitória/Espírito Santo. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), através da Diretoria de Gestão do Cuidado, participou do evento com uma equipe de profissionais de saúde oriundos dos serviços que atendem as pessoas com doença falciforme dos municípios de Cruz das Almas, Camaçari, Feira de Santana, Itabuna, Ilhéus, Saúde, Salvador e Valença.

O VIII Simpósio Brasileiro demonstrou a fragilidade da rede de atenção à saúde (básica , especializada e hospitalar) para fluxo terapêutico do paciente e diagnóstico. Em comparação com outras unidades da federação a Bahia vem trabalhando no modelo diferenciado baseado na descentralização do cuidado nas regiões de saúde, ao mesmo tempo vem capacitando seu parque industrial farmacêutico (BAHIAFARMA) para produção do medicamento hidroxiureia.

Neste Simpósio ocorreram discussões sobre terapêuticas que melhoram significativamente a qualidade de vida dos pacientes, reduzindo os agravos e as internações com uso de hidroxiureia. Outro procedimento bastante debatido foi o Transplante de Médula Óssea – TMO-, que respaldado em evidências cientificas e relatos de pacientes, possibilitará futuramente a cura da doença falciforme.

A participação dos 20 Trabalhadores do SUS/BA é resultado de um elenco de medidas para a qualificação de profissionais de saúde com o objetivo de atender as doenças mais prevalentes na população negra, organizando a rede de atenção do estado da Bahia para promover o acesso integral à saúde das pessoas com doença falciforme.

Fonte: DGC
/geral/simpósio dgc

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