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Preconceito é desafio dos ostomizados

16/11/2015 20:17

Nesta segunda-feira (16), Dia Nacional dos Ostomizados, um dos desafios desses pacientes é o enfrentamento do preconceito, pois após a cirurgia de ostomia da bexiga ou do intestino, por exemplo, essas pessoas precisam ficar com uma bolsa presa ao corpo para coletar os fluídos expelidos por estes órgãos.

“Como é uma deficiência invisível, considerando que a bolsa fica sob a roupa, os ostomizados ainda têm dificuldades de acesso a serviços comuns como atendimentos preferenciais, permissão para utilizar o transporte público sem contato com a catraca registradora”, relata a enfermeira Adelaide Carvalho de Fonseca do Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (Cepred).

Ela acrescenta que os pacientes também passam por constrangimentos ao entrar em agências bancárias e até mesmo ao fazer suas compras, “porque como a bolsa fica debaixo da roupa e causa volume, muitas vezes essas pessoas são abordadas como suspeitas”.

A especialista do órgão, que pertence à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), esclarece que as pessoas podem ter uma vida normal, desde que seguindo as orientações médicas e observando alguns cuidados como evitar peso, evitar qualquer pancada na ostomia.

A doença: Ostomia é um procedimento cirúrgico que consiste na abertura de um órgão como tubo digestivo, aparelho urinário, intestino, aparelho respiratório ou qualquer outro para manter uma comunicação com o meio externo, com a colocação de uma bolsa, por exemplo, quando se trata de uma ostomia na bexiga ou no intestino, para coleta de fezes, urina e gases. Adelaide Carvalho lembra que todas as vezes que um terço da bolsa estiver cheia, ela deverá ser esvaziada e devidamente limpa com água e sabão.

Ela ainda explica que são vários os motivos que levam as pessoas a utilizarem este recurso. “São doenças que vão desde câncer do colo, bexiga, reto a eventos como acidentes automobilísticos, ferimentos por arma branca ou de fogo, além de bebês que nascem com algum problema congênito”, disse

Cepred: o centro realiza cerca de 800 atendimentos por mês a pacientes com ostomia, de todo o estado, prestando serviços como o fornecimento de bolsas, acompanhamento multidisciplinar, com profissionais como médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, que atendem a pacientes e seus familiares.

Por ano, são entregues mais de 200 mil bolsas para os pacientes assistidos pelo centro. De acordo com Adelaide Carvalho, o Cepred é responsável pela avaliação e tratamento das pessoas com ostomia, que incluem procedimentos como curativos, prescrição de medicamentos e entrega de bolsas, além de capacitação de pacientes e/ou acompanhantes para o uso correto da bolsa.

Para ter acesso ao atendimento, o paciente deve comparecer à sede do Cepred, na avenida Antônio Carlos Magalhães s/n, em frente ao edifício Capemi, com documentos pessoais como carteira de identidade, CPF, cartão do Sistema Único de Saúde e comprovante de residência, munido de relatório médico, para cadastrar-se na unidade. Após os procedimentos de registro, o paciente é encaminhado para avaliação. O Cepred funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 18h.

Fonte: Cepred
Ostomia

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