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Hospital Roberto Santos é pioneiro no Nordeste em cirurgia com próteses fabricadas em impressora 3D

25/11/2015 20:22

Uma cirurgia de caráter inédito na região Nordeste, com uso de próteses de titânio, fabricadas em impressora 3D, foi realizada hoje (25) no Centro Cirúrgico do Hospital Geral Roberto Santos, pela equipe de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do próprio Hospital. Outra cirurgia também inédita, com utilização de placas de titânio para fixação óssea, igualmente fabricadas em impressora 3D, deverá acontecer amanhã (26), conduzida pela mesma equipe. Os pacientes são adultos do sexo masculino.

A nova tecnologia vem sendo aplicada com sucesso em outras regiões brasileiras e em outros países, como explicam os cirurgiões Paulo de Moraes e Devid Zille, respectivamente diretor e consultor técnico-científico da empresa Uri Produtos Médicos e Hospitalares, doadora do material fabricado pela empresa Bioconect especialmente para os dois pacientes do HGRS. “O que antes era praticamente impossível, hoje é totalmente viável com essa tecnologia, de excelência em reconstrução facial”, diz Moraes.

Doutor em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CTBMF), Adriano Freitas de Assis, também professor e preceptor do Serviço de CTBMF da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, que conduziu a cirurgia ao lado de um grupo de residentes em CTBMF e alunos de graduação em Odontologia, explica que a nova tecnologia permite a customização da prótese, reduzindo em 40% a 50% o tempo de duração do procedimento cirúrgico e, consequentemente, reduz os riscos de complicações e de infecções, além de proporcionar uma recuperação mais rápida ao paciente.

Reconstrução facial

Vítima de agressão física há cerca de um ano, o paciente J.S.S. apresentava sequela de fraturas faciais importantes, com afundamento do osso frontal, órbita e osso malar (maçã do rosto), demandando reconstrução do osso frontal, da órbita esquerda e do osso malar esquerdo. “Foram utilizadas próteses customizadas em titânio, fabricadas em impressora 3D (fusão seletiva a laser) especificamente para esse paciente, com encaixe e projeção perfeitos”, explica Adriano Assis.

Segundo o cirurgião, com essa tecnologia, o resultado é o mais próximo do natural possível, sem necessidade de enxertos ósseos, diminuindo o trauma e tempo cirúrgico, consequentemente reduzindo risco de infecção e outras complicações. O material foi fabricado pela empresa Bioconect e doado pela empresa Uri Produtos Médicos e Hospitalares, ambas de São Paulo. Amanhã, é a vez do paciente D.C.A., que será submetido à cirurgia para reposicionamento da maxila e avanço da mandíbula e do queixo.

B.F. – Jornalista DRT/BA 1158
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