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Proposta de modernização marca os cem anos do Lacen

12/12/2015 01:21

Fundado há exatos cem anos para enfrentar epidemias como varíola, peste e febre amarela, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), tem mais um desafio pela frente: “se modernizar para contribuir para o enfrentamento da tríplice epidemia- dengue, zika e chikungunya”, ressaltou o subsecretário da Saúde do Estado, Roberto Badaró, durante a solenidade em homenagem aos cem anos do Lacen que ocorreu nesta sexta-feira(11), na sede da unidade, em Salvador,

Badaró destacou que os laboratórios exercem papel fundamental no combate às epidemias, pois são eles os responsáveis pelo diagnóstico preciso. “É a partir dos testes laboratoriais que temos subsídios para traçar estratégias para o combate a determinada doença/epidemia. Para isso é necessário equipar e modernizar os laboratórios para que eles sejam centros de pesquisa, estudo e capacitação dos técnicos”.

A diretora do Lacen, que é uma unidade vinculada à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, Zuinara, ressaltou que a instituição tem papel importante para a sociedade, não apenas na realização de exames, mas também por ser responsável por ações voltadas para a verificação da qualidade de produtos de interesse para vigilância da saúde, a exemplo de alimentos, medicamentos, cosméticos e saneantes, imunobiológicos, hemoderivados, toxicologia humana, dentre outros.

A superintendente da Vigilância e Proteção da Saúde, Ita de Cassia Aguiar, explicou que a Rede Estadual de Laboratórios de Saúde Pública é uma ação prioritária de governo que visa garantir a descentralização das ações laboratoriais e ampliar a cobertura diagnóstica na capital e no interior.

As comemorações foram marcadas pelo lançamento da edição especial da Revista Baiana de Saúde Pública, apresentação do coral e exposição de fotos históricas, além de reunir funcionários da ativa e aposentados como a servidora que trabalhou na unidade por 34 anos, Sonildes Fátima Araújo. Ela não perde a oportunidade de estar na instituição, mesmo depois de dois anos de aposentada, continua a fazer parte do coral. ” O Lacen é a minha vida, foram 34 anos de dedicação e continuo vindo aqui às terças e quintas-feiras para ensaiar”.

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