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Assistência do Cedeba integrará relatório da OMS sobre diabetes

16/02/2016 12:20

O caminho para a redução do diabetes passa pelo controle dos fatores de risco – obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e o consumo de álcool. Para os pacientes já diagnosticados é importante garantir o acesso ao tratamento para evitar as complicações que reduzem a qualidade de vida do paciente – cegueira, amputações, doenças renais – e trazem problemas para a família, além de terem um custo muito alto.

A avaliação é do consultor nacional de Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Deficiências da Organização Panamericana de Saúde – OPAS, Lenildo de Moura. Ele está em Salvador acompanhando a documentação fotográfica da assistência em diabetes do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), que integrará o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), para assinalar o Dia Mundial da Saúde (7 de abril).

O Brasil foi o país escolhido para representar a América Latina, e o Cedeba, segundo o consultor da OPAS, ” é um centro de excelência que muito tem contribuído para melhorar a atenção secundária em diabetes na Bahia, além de ser modelo para outros estados brasileiros”. O registro fotográfico da assistência do Cedeba em diabetes está sendo feito pelo fotógrafo Eduardo Martino.

Importância

A escolha do diabetes pela OMS para assinalar o Dia Mundial da Saúde destacar é muito importante, na avaliação de Lenildo Moura, porque o diabetes se insere no grupo de doenças crônicas não transmissíveis, com grande impacto na mortalidade e morbidade. O diabetes é um fator de risco para as doenças cardiovasculares, a primeira causa de mortes no Brasil.

Ele defende a necessidade de um trabalho “de prevenção e educação da população, voltado para as doenças crônicas, para que possa conduzir ao envelhecimento saudável.” Esse o grande desafio do Brasil, pontuou. Em relação ao diabetes, é muito importante a detecção precoce e o trabalho de educação do paciente porque se trata de doença de longa duração e custo muito alto. E o trabalho do Cedeba – pontuou – tem um forte enfoque na educação dos pacientes. O trabalho começa com as crianças e adolescentes com diabetes tipo 1. O Cedeba também tem desenvolvido experiências inovadoras, como o Proced, com atuação em três eixos: Promoção, Vigilância e Atenção à Saúde e com resultados são muitos bons.

Lenildo Moura é mestre e doutor em Epidemiologia, além de ter especialização em Doença Renal Crônica em Pacientes Terminais, pelo programa Hubert H. Humphrey, realizado na Emory University, em Atlanta (Estados Unidos).

A.M.V. Mtb 694/Ba
CEDEBA/documentário

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