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Hospital Roberto Santos terá ações para conscientizar profissionais sobre higiene das mãos

17/02/2016 21:20

“Um ato simplório, mas de consequências impressionantes”. A assertiva do médico e professor Hugo da Costa Ribeiro Júnior, que proferiu Aula Magna na abertura do ano letivo 2016.1 do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), resume a importância da lavagem das mãos no cuidado em saúde. Na aula “Cuidado Limpo é Cuidado Seguro”, que mobilizou mais de duas centenas de estudantes e profissionais do HGRS, além de convidados de outras instituições nesta quarta-feira (17), ele anunciou uma série de ações para o incremento dessa prática, fundamental no cotidiano hospitalar.

Entre as ações pretendidas, a reestruturação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e uma força-tarefa para viabilizar um programa de mudança cultural capaz de aumentar as taxas de adesão à prática da higienização das mãos por todos os integrantes do corpo funcional do HGRS. “A medida não é opcional: é dever e obrigação de todos, e nós faremos todo o esforço e empenho para que não falte o necessário e essa prática se estabeleça. Não é possível que, 170 anos depois de Ignaz Semmelweiss, ainda não haja adesão total à higiene das mãos”, ressaltou.

Hugo Ribeiro, que é diretor Executivo do HGRS, referiu-se ao médico Ignaz Philipp Semmelweiss que, por volta de 1846, instituiu uma medida para conter o alto índice de mortalidade na Primeira Clínica Obstétrica do Allgemeine Krankenhaus, em Viena: a lavagem das mãos, obrigatória para médicos e estudantes que, depois das necrópsias, atendiam parturientes. O índice caiu drasticamente, e a higienização das mãos continua sendo a maneira mais eficaz de prevenir as infecções em procedimentos relacionados com a assistência em saúde. A prática é tão importante que, em 5 de maio, comemora-se o Dia Mundial de Higienização das Mãos.

Avanços e Perspectivas

A abertura do ano letivo configurou-se, também, como acolhimento para os novos estagiários que passam a atuar no HGRS, na maioria dos cursos de Enfermagem. Quem deu as boas-vindas a eles foi a professora e enfermeira Francine Paixão, coordenadora do Bloco Cirúrgico do HGRS. Em seguida, a assistente social Cláudia Guimarães, da Coordenação de Educação Permanente, conduziu a primeira Apresentação, passando aos estudantes informações sobre a estrutura física, funcional e de ensino do Hospital.

O enfermeiro Rogério Ribeiro, coordenador de Padronização de Materiais, também conduziu apresentação sobre o tema “Segurança do Paciente”, no qual o HGRS é pioneiro entre os hospitais da rede pública baiana e conta com um núcleo bem estruturado, que vem atuando há quatro anos, período em que já foram obtidos avanços, como a identificação individual do paciente por meio de pulseiras e a elaboração e implantação de protocolos de conduta para os profissionais.

O diretor geral do HGRS, Antônio Raimundo Pinto de Almeida, na exposição “Avanços 2015 e Perspectivas 2016”, listou as ações desenvolvidas no decorrer de 2015 e as ações em curso e planejadas para 2016. A primeira ação elencada foi a que acarretou talvez a mais forte mudança no dia-a-dia do Hospital: a transformação na Emergência Adulto, ponto nevrálgico dos problemas de superlotação e acomodação inadequada de pacientes. E transformações também em outras unidades, como UTI Neonatal, Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional e Centro Cirúrgico.

“Na área acadêmica, de ensino e pesquisa, temos interface com instituições respeitadas como a UNEB (Universidade do Estado da Bahia), Unifacs, Unijorge e Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, das quais somos parceiros”, afirmou. O diretor destacou, ainda, ações como as obras de requalificação do entorno do Hospital, que vêm sendo tocadas pelo Governo do Estado. “As obras já começaram, e esse projeto é importante porque envolve toda a comunidade do nosso entorno, dando a ela uma sensação maior de pertencimento”, reforçou.

B.F. – DRT/BA 1158 Ascom HGRS
Roberto Santos/aula

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