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Reabilitação dos pacientes diabéticos no Cepred foi documentada pela OMS

17/02/2016 14:06

O pé diabético, uma das principais complicações do diabetes sem controle, responde por 40 a 60% das amputações não-traumáticas. E a esperança para mudar esse quadro reside na prevenção, ação que o Cedeba vem fortalecendo com a qualificação da Atenção Básica para o trabalho de prevenção: rastreamento da população diabética, a fim de cuidar da doença na fase inicial e desenvolver ações para manter o diabetes sob controle, como ressalta a coordenadora de Educação e Apoio à Rede do Cedeba, Graça Velanes. Ela acompanhou, durante dois, dias o trabalho de documentação fotográfica na Bahia, que integrará o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a situação do diabetes no mundo para marcar o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril.

Quando os pacientes diabéticos sofrem amputações, são encaminhados para o Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (Cepred), da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), instituição que trabalha na reabilitação para a vida, como sempre destaca a diretora Normélia Quinto. No Cepred, o paciente conta com uma equipe multidisciplinar que o assiste. A equipe prepara o paciente para que ele possa se sentir inteiro, mesmo que lhe falte uma perna. Isso para que as pessoas também possam percebê-lo inteiro.

E a demanda por próteses no Cepred reflete o número de amputações tendo como causa o pé diabético. O Cepred trabalha com a reabilitação de pessoas que sofreram amputações por doenças diversas, por traumas, mas os diabéticos são quase 80%. E como explicou Graça Velanes, muitos pacientes só descobrem o diabetes quando a doença já apresenta as complicações, como o pé diabético.

Depois da minuciosa documentação fotográfica da reabilitação de pacientes diabéticos no Cepred, Graça Velanes acompanhou o trabalho no município de Dias D´Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, distante 58 km da capital, onde o Cedeba desenvolve importantes ações com a Atenção Básica. Dias D’Ávila foi um dos municípios que contou com a experiência prática do Proced, que teve nos módulos III e IV o curso básico do Step by Step, de rastreamento do pé diabético.

Em Dias DÁvila, a equipe visitou o Hospital Municipal Dilton Bispo de Santana, onde estava internado um paciente que sofreu um ferimento no pé . Foi a partir da internação que teve o diagnóstico de diabetes. Ele disse que nada sentia antes do acidente, mas ao chegar ao hospital já precisou usar insulina, porque a glicemia estava bastante alta.

O trabalho também incluiu visita à zona rural, no distrito de Leandrinho, mostrando a ação do Programa de Saúde da Família (PSF) no acompanhamento dos pacientes com diabetes, e como a Atenção Básica se integra com o Cedeba, no encaminhamento dos casos complexos de diabetes, para atendimento no centro especializado.

Agradecimento

O consultor nacional de Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Deficiências da Organização Panamericana de Saúde – OPAS, Lenildo de Moura, que acompanhou a documentação sobre diabetes para a OMS, agradeceu à diretora em exercício do Cedeba, Zolândia Oliveira Conceição, pela participação da equipe Cedeba. O trabalho, que contou com o apoio da Sesab, envolveu equipe do Cedeba, num trabalho conjunto da Codar, por meio de Graça Velanes e Júlia Cotinho, e da coordenadora técnica da Coatec, a endocrinologista Flávia Resedá.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/OMS1

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