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Bahia apresenta estratégias para o combate ao Aedes em fórum nacional de saúde

24/02/2016 21:18

As ações do Estado da Bahia frente ao mosquito transmissor de dengue, Zika e chikungunya, o Aedes aegypti, foram compartilhadas durante reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) realizada nesta quarta-feira (24), em Brasília.

As tecnologias como mosquitos transgênicos que, distribuídos no ambiente, evitam a proliferação de fêmeas transmissoras; inseticida em tintas de parede; infectar o mosquito com bactéria que impede a transmissão dos vírus; aplicativo para denunciar focos de proliferação, entre outras, devem ser aliadas com a ação de maior eficácia – o cuidado do cidadão com a sua casa e vizinhança. Este é o alerta principal.

Conforme palestra do professor Roberto Badaró, da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), 80% dos casos das três doenças são por infecção dentro de casa.

“A luta contra o Aedes deve ser meta de cada um. É preciso conhecer o mosquito para combatê-lo”, disse Badaró ao dar o exemplo de larvas encontradas em ralo de apartamento do 17º andar. Ele destacou a mobilização que tem sido feita pelo governador Rui Costa, chamando multiplicadores (empresários, líderes religiosos, movimentos sociais e estudantes) ao combate e conscientização. Na Bahia, o mosquito transmissor foi encontrado em 416 municípios, com exceção de apenas um, Mucugê.

Proposição

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, propôs ao Conass apresentar projeto de lei ao Congresso Nacional que prevê multa a quem tiver criadouro em casa. “Temos de ter uma lei de crime ambiental para punição. As campanhas acabam, mas o cuidado não pode parar”, afirmou Vilas-Boas.

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