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Sesab e entidades parceiras assinalam o Dia Mundial de Combate à Tuberculose

22/03/2016 14:50

“Detectar, diagnosticar e curar, prevenindo a drogarresistência”. Essa é a mensagem do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, comemorado a 24 de março. Na Bahia, a data está sendo marcada com uma série de atividades, iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Programa de Controle da Tuberculose, em conjunto com entidades parceiras, como o IBIT, Fiocruz, Instituto de Saúde Coletiva da UFBa (ISC) e Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). A data, segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Rosângela Palheta, é um estímulo à mobilização mundial, nacional, estadual e municipal para a realização de ações que dêem visibilidade ao problema da tuberculose.

Entra as atividades previstas para a data estão: palestras na sala de espera do IBIT, na Federação, que estão acontecendo desde ontem (segunda-feira), prosseguindo até o dia 24; Rodas de Conversa sobre o tema, em diversos pontos de Camaçari, iniciadas ontem (21), e prosseguindo até 12 de abril. Na próxima segunda-feira, dia 28, às 14 horas, na Assembléia Legislativa da Bahia, será realizado um debate sobre o tema “Em tempo de Zika, a tuberculose fica”, e no dia 30, quarta-feira, também 14 horas, no auditório do ISC/UFBa, acontece o seminário “Tuberculose: o que há de novo?”, enfocando questões como tuberculose e diabetes, tuberculose na infância, tecnologias da informação e da comunicação no controle da tuberculose.

Situação no mundo

A tuberculose é a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo, superando inclusive o HIV/AIDS. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 2 bilhões de pessoas (1/3 da população mundial) estejam infectadas com o Mycobacterium tuberculosis (MTb). Anualmente, 9,6 milhões de pessoas adoecem e 1,5 milhão morrem devido à doença. Causas estruturais (a pobreza, a baixa renda e o desemprego) asseguram a persistência do ciclo da doença no longo prazo, e mantém a tuberculose entre as enfermidades que afetam as famílias, comunidades e países. Entre as populações mais vulneráveis estão pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, indígenas, pessoas que vivem com HIV/AIDS. O crescimento da resistência aos medicamentos disponíveis contra a tuberculose indica que a doença está se tornando mais letal e difícil de tratar entre os 480 mil casos de tuberculose multirresistente existentes hoje no mundo.

O Brasil está entre os 22 países com maior carga da doença, ocupando a 18ª posição devido, com a ocorrência de 73 mil casos por ano, com 4,6 mil óbitos. A Bahia é o terceiro estado com maior número de casos no país. Em 2014, foram notificados 4.900 casos novos de adoecimento e 351 óbitos por tuberculose, significando um taxa de incidência e de mortalidade 33 por 100.000 hab. e 2,3 por 100.000 habitantes respectivamente. No mesmo período, foram curadas 3.002 pessoas (61,3%), mas a proporção de cura ainda está muito abaixo do que é necessário para controlar a doença (85%). A doença tem se concentrado principalmente nas áreas mais pobres dos municípios da Região Metropolitana de Salvador, Regiões Sul e Extremo-Sul e entre as populações privadas de liberdade e em situação de rua. Até o momento, dados preliminares de 2015 mostram a ocorrência de 4.442 casos novos na Bahia e 354 óbitos, indicando a manutenção do perfil epidemiológico da doença no estado.

A.G. MTB 696/Ba
Tuberculose/dia mundial

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