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Pediatra e farmacêutico apresentam trabalhos na II sessão cientifica do Cedap

08/04/2016 15:47

Transmissão vertical em crianças e adolescentes foi o tema da dissertação de mestrado “Sobrevida e Fatores de Risco para Mortalidade em Coorte de Indivíduos Infectados pelo HIV por Transmissão Vertical, Acompanhados em Centros de Referência na Bahia”, apresentada pela pediatra Cynthia Lorenzo, durante a II Sessão Científica, que aconteceu esta semana (05), no Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap).

O estudo apresentou um panorama entre os anos de 2002 e 2014, e teve como objetivo observar a vida de crianças e adolescentes infectados por HIV via transmissão vertical, admitidas no serviço de Pediatria do Cedap. Identificou também os fatores associados à mortalidade e avaliou a resposta ao uso de antirretroviral nessa população.

Segundo Cynthia Lorenzo, os critérios de inclusão do trabalho foram todas as crianças expostas ao HIV com até 18 meses de idade que apresentaram duas cargas virais, detectáveis em momentos distintos, e crianças maiores de 18 meses que tinham a sorologia positiva para o HIV. Para elaboração da tese foram usados dados de prontuários.

Em sua apresentação, a pediatra mostrou que o tratamento de crianças até 12 semanas de vida reduziu a mortalidade em 76% e a progressão da doença em 75%. “Essas crianças foram detectadas durante a gestação e no momento do parto”, frisou a pediatra, que também explicou que o diagnóstico na criança abaixo dos 18 meses, diferente do adulto, não pode ser feito através da sorologia, e sim por meio da carga viral.

A pediatra lembrou que metade dos usuários deu entrada na Pediatria porque foram diagnosticados com sinais e sintomas de HIV. Outra parte, porque algum parente adoeceu e foi a óbito. O estudo considerou também que 3% das crianças foram infectadas porque a mãe teve a sorologia positiva.

Os dados coletados na tese mostram que a partir de 2009, mais de 80% das crianças deram entrada na Pediatra por exposição ao HIV. Ao final do estudo, o serviço tinha 68% dos pacientes vivos.

AIDS – Desafios Iniciais e de Sempre

Também na II Sessão Científica do Cedap, o farmacêutico José Adriano Góes Silva apresentou o livro “AIDS – Desafios Iniciais e de Sempre”, de sua autoria. Resultado de dez anos de trabalho com HIV /Aids, o livro tem como tema central a adesão aos cuidados de saúde de pessoas que vivem com HIV /Aids. A obra também faz um recorte histórico das três décadas da epidemia e apresenta informações sobre a origem da doença, bem como os fatores que influenciam o seu tratamento.

O autor é farmacêutico titular do Cedap e a sua publicação “AIDS – Desafios Iniciais e de Sempre” é voltada a profissionais e estudantes da área de saúde e ao publico em geral.

Ascom do Cedap
Cedap/sessão

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