Notícias /

O 2º Acrovida – Encontro de pessoas com acromegalia e gigantismo – será em maio

15/04/2016 14:34

Aumento do nariz, orelha, pés e mãos são sintomas iniciais da acromegalia, doença rara que registra 3,3 casos por milhão/ano, provocada por tumor benigno da hipófise (adenoma), decorrente da produção exagerada do hormônio do crescimento GH. Pode ainda haver espessamento da pele e suor excessivo, aumento da oleosidade da pele e de pelos. O ronco também pode ser um sinal de alerta. Quando a acromegalia se manifesta em pessoas jovens, se não houver tratamento, elas crescem exageradamente – gigantismo – atingindo altura de até 2,18 metros, situação que torna a rotina mais difícil, como explicou o ortopedista Marcos Almeida, professor da Escola Bahiana de Medicina.

Por isso – alertou – os pais devem ficar atentos, ao perceberem que o crescimento da criança está sendo exagerado. O gigantismo, segundo o especialista, dificulta a realização de tarefas simples como entrar num carro ou andar de ônibus. Eles tendem a apresentar problemas na coluna pela inadequação dos móveis que os obrigam a sentar numa postura que leva a dores ósseas e articulares.

Como a acromegalia provoca o crescimento das extremidades, o acompanhamento com o cirurgião bucomaxilo também é muito importante. Há casos em que há necessidade da cirurgia da redução da mandíbula. Quando a oclusão não é satisfatória, pode interferir na digestão.

O 2º Acrovida

Na Bahia, o Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) é referência para o tratamento da acromegalia e gigantismo, com atendimento multidisciplinar e dispensação do medicamento de alto custo, usado para tratamento da doença, fornecido pelo Governo Federal.

No dia 14 de maio (sábado), a Sesab por meio do Cedeba, se une à Escola Bahiana de Medicina e à Associação Baiana de Amigos da Mucopolissacaridoses e Doenças Raras (ABAMPS), para realizar o 2º Acrovida. O encontro acontece na unidade acadêmica de Brotas, na Avenida Dom João VI número 275, das 8 às 12 horas. Serão oferecidos atendimentos médicos em várias especialidades. As inscrições serão feitas no local, sendo necessário apresentar RG, cartão SUS e comprovante de endereço com CEP.

O Cedeba realiza periodicamente encontro com os pacientes, que são acompanhados na unidade, onde além de informações sobre a doença, também são enfocados os direitos do grupo. Os pacientes têm assistência médica, psicológica e serviço social.

Caso o paciente com acromegalia não seja tratado, a morte passa a ser duas a quatro vezes maior que na população em geral, segundo a endocrinologista e coordenadora técnica do Cedeba, Flávia Resedá. Como a hipófise é o centro do controle da produção dos hormônios – explica – o aumento excessivo do GH contribui inclusive para o diabetes. Entre os distúrbios associados à doença estão: hipertensão, insuficiência cardíaca, fraqueza, dor de cabeça, alteração visual, depressão e alteração de humor.

Preparação

A realização do 2º Acrovida é precedida de encontros com os recursos humanos envolvidos. No próximo 19 (terça-feira), acontece reunião com os estudantes e estagiários, na unidade da Escola Bahiana de Medicina, para definição dos grupos de trabalho e definição das atividades de cada grupo. E no dia 28, a partir das 17 horas, a preparação continua com oficina de comunicação e palestras da endocrinologista Flavia Resedá e do ortopedista Marcos Almeida.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/Acromegalia

Notícias relacionadas