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Reestruturação do Hospital Geral Roberto Santos gera queda expressiva de óbitos

12/05/2016 18:55

O Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) reduziu em 76% o número de óbitos na Urgência e Emergência da unidade na comparação entre os anos de 2015 e 2014. O resultado é fruto da adoção de estratégias de redimensionamento da força de trabalho e retomada do Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR) pela direção do hospital, em março de 2015.

Um ano após a utilização de novos critérios de atendimento, os números relativos às mortes na unidade continuam diminuindo. A média diária de mortes nos três primeiros meses deste ano é 1,25 contra 1,82 de todo o ano passado. Em 2014, a média de óbitos diária após 24 horas na emergência foi de 5,25, de acordo com levantamento realizado pela direção do hospital, ou seja, quase três vezes maior que a registrada em 2015.

As alterações no desempenho assistencial do HGRS são implementadas pensando, primordialmente, na garantia de saúde à população baiana, que, agora, espera menos por atendimento emergencial. Além do Acolhimento com Classificação de Risco, o fortalecimento do Núcleo Interno de Regulação (NIR) e o ordenamento dos procedimentos cirúrgicos eletivos ambulatoriais (consulta pré-operatória e anestésica) foram instrumentos para efetivar o acesso aos usuários que necessitam de tratamento de média e alta complexidade disponíveis no hospital.

Segundo o diretor de Enfermagem do HGRS, Jefferson Cruz, o desafio de encarar um processo dinâmico e exaustivo de identificação dos fatores externos proporcionou a qualificação do cuidado e favoreceu o estabelecimento de uma política de segurança do paciente. “No início do ano passado, a Diretoria identificou falha de controle e acesso nas unidades. A partir de então, com a decisão de reabrir o acolhimento, otimizar organização de leitos e de recompor o quadro, o paciente mais crítico passou a ser priorizado”, avalia ele.

Por se tratar de uma instituição de alta complexidade da Rede de Saúde da Bahia, o Hospital Geral Roberto Santos, conforme lembra Cruz, trabalha de acordo com o Protocolo Manchester de Classificação de Risco. São atendidos pacientes com perfil amarelo, laranja e vermelho no HGRS: “as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) são preparadas para o atendimento de pacientes com perfil verde e azul, já que estes não têm nenhuma instabilidade clínica que os impeça de buscar cuidados específicos. Para o sistema continuar melhorando, cabe a todos nós, profissionais da saúde e das demais áreas, conscientizar e informar a população sobre o local apropriado para ser atendido em cada caso”.

Ainda na opinião do enfermeiro, a reestruturação do atendimento, considerada por ele o cartão de visita do hospital, e a recomposição do quadro são grandes acertos da gestão. “Hoje, temos coordenação e supervisão de Enfermagem funcionando 24 horas, de domingo a domingo, em todas as alas. É uma rotina que permite o acompanhamento detalhado de todos os processos, com olhar mais qualificado e maior prontidão da equipe, que tem a presença constante da Diretoria em campo”, destaca.

Ascom HGRS
Roberto Santos/redução óbitos