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Alegria e informação nutricional no II Doce Encontro para diabéticos

15/06/2016 17:43

O clima de alegria do II Doce Encontro, reunindo pacientes diabéticos do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) que participam do Doce Conviver (grupos de educação e convivência) foi redobrado este ano, com a presença do casal de Terapeutas do Riso (das Obras Assistenciais Irmã Dulce). Além de mostrarem de forma prática o poder contagiante do riso e sua importância para a saúde, ajudaram a animar a quadrilha e o forró dos pacientes, ao som de Raimundo Kareca (teclado e voz), que trouxe os mais conhecidos hits do são João.

Além de muita música, o clima junino esteve marcado também no cardápio do lanche: lelê, bolo e suco (preparados sem açúcar) e amendoim, e pela decoração com muitas bandeirolas, flores coloridas confeccionadas em papel e balões. Mas o principal objetivo do evento, como definiu a coordenadora da Codar (Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede) ,Graça Velanes, foi reforçar a educação nutricional para que o paciente não seja excluído da participação do São João, mas saiba como se alimentar com equilíbrio, sem exagero, contando carboidratos como faz no dia a dia.

Orientação

O reforço da orientação nutricional esteve presente também em cartazes afixados na área contígua ao auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS), onde pacientes e servidores se uniram para uma improvisada quadrilha e para dançar forró. No cartaz, “O São João está chegando. E agora o que fazer? O que eu posso comer? Com muitas ilustrações, os alimentos que não podem ser consumidos pelos diabéticos (pé de moleque e doces em geral), paçoca e licor (bebidas alcóolicas).

Mas o paciente diabético pode comer uma fatia de bolo de milho sem açúcar (equivale a um pão, pois contem igual quantidade de carboidratos:30 gramas). Uma laranja também corresponde a uma porção de frutas e contem 15 gramas de carboidratos. Uma espiga de milho também equivale à quantidade de carboidratos de um pão.

Como os pacientes no Cedeba aprendem a contar carboidratos, para o consumo de alimentos da ceia junina eles terão que continuar fazendo a contagem. Substituir o pão pelo milho ou pelo bolo, por exemplo. O foco na educação do paciente com ênfase no auto – cuidado marca fortemente o trabalho do Cedeba que conta com vasto material didático, que permite de forma lúdica, o acesso ao conhecimento.

Participação dos pacientes

Os pacientes caíram no forró com muita animação. Maria de Lurdes da Silva, 65 anos, convivendo com o diabetes há seis anos, faz caminhadas e participa de circuitos. Bem produzida com um bonito chapéu, disse que no “Doce Conviver aprendi a conviver com o diabetes buscando qualidade de vida”, e com orgulho conta que abandonou o cigarro. Já José Florêncio da Costa, 76 anos, e diabético há 40 anos, observa que “o Cedeba foi tudo para mim. Aqui aprendi a me alimentar corretamente, a usar a insulina, o valor do exercício. O Doce Conviver foi minha escola de diabetes”, pontua com orgulho. Pernambucano e já aposentado, não quer voltar para seu Estado por causa do Cedeba.

O II Doce Encontro também evidenciou mais uma vez o respeito do Cedeba às opções religiosas. Na abertura do evento, pacientes evangélicos trouxeram sua mensagem de fé. Um momento forte foi o cântico “Eu preciso de Ti”, entoado pela paciente Clarissa Reis dos Santos, de Cruz das Almas.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/doceencontro

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