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É tempo de São João no Creasi

17/06/2016 18:20

Nesta época do ano, as festas juninas tomam conta da Bahia. A celebração, nascida do encontro entre tradições pagãs, cristãs e indígenas, é uma das mais originais expressões da cultura popular brasileira. No Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (Creasi), onde tantas tradições são vivenciadas através da história de vida de cada paciente, idosos com idades que variam dos 65 e ultrapassam os 100 anos, as comemorações juninas começaram cedo.

Na segunda-feira (13), os pacientes atendidos na unidade celebraram o Santo Casamenteiro, Santo Antônio. Os idosos que faziam aniversário e estavam em atendimento foram homenageados. Hoje (17), o Centro levará os idosos do grupo terapêutico Alerta Geral ao Museu Eugênio Teixeira Leal, para uma festa junina de muita animação e cultura.

Na próxima terça-feira (21), pela manhã, o NAG e a Fisioterapia promovem o “São João do Creasi”. No mesmo dia, pela tarde, ocorrerá o “Arrastapé da Andança” organizado por pacientes com Parkinson, do grupo terapêutico acompanhado pela psicóloga Jane Bernadete, que terá uma emocionante festividade com idosos que se superaram a cada dia, ensaiando músicas e passos de quadrilha para uma apresentação.

“A seleção de músicas, toda organização da festa foi feita por nós. O Parkinson está na nossa vida há 15, 10, 5 anos ou menos. Mesmo com a doença, gostamos de pensar, planejar, opinar, escolher e realizar, fazendo tudo no nosso ‘passo a passo'”, ressaltaram os pacientes Hildine Andrade (69), Maria Regina Santos (67), Julieta Gomes (67), Maria de Lourdes Santana (81), Vanilda Borges (68), Maria Augusta Costa (65), Delzira Oliveira (65), Norma Bispo (76), José Mota (74), Oliedi Oliveira (70) e Arlinda Nazário (79).

Felizes com as atividades em torno dos festejos, os idosos recitaram trecho do texto que declamarão durante a festa, “às vezes temos de ‘chutar bola’, ‘pular linha’, aceitar a oferta da ‘cadeirinha’ para sair do lugar, realizar atividade com ‘treme-treme’ na mão, no rosto ou em outro lugar. Exercitar a voz, todo dia, para que possamos nos escutar, e comer devagar, evitando engasgar. Mas nos melhores momentos, queremos colaborar e depois de tudo pronto, todos juntos festejar”, declamaram em coro.

A coordenadora de Ambulatórios Especializados (CAE), Marilu Meirelles, assistente social, ressaltou a importância dos grupos no acompanhamento terapêutico. “O objetivo do grupo de Parkinson é ofertar apoio através de escuta e técnicas lúdico-musicais, importantes ferramentas para promover a autonomia e independência, itens formadores do conceito de saúde”, salientou.

Ascom do Creasi
Idoso/forró

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