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Retinopatia Diabética : o foco da sessão de atualização do Cedeba em julho

17/06/2016 15:12

A retinopatia diabética (RD), uma das principais complicações do diabetes mellitus, é a maior causa de perda visual irreversível e previsível em pacientes em idade laborativa (entre 20 e 74 anos) em todo o mundo. Após 20 anos de doença, quase todos os pacientes diabéticos tipo 1 e mais da metade dos diabéticos tipo 2 apresentarão algum grau de retinopatia. As informações são da retinóloga do Cedeba, Tessa Mattos, palestrante da sessão temática de atualização em diabetes, que acontece no próximo dia 5 de julho, das 9 às 11h30 no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS).

A sessão, iniciativa do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), sempre na primeira terça-feira do mês, terá como tema central “Retinopatia Diabética”. Tessa Mattos abordará “Como Reconhecer e Tratar” e o retinólogo de Itabuna Rafael Andrade apresentará “Mutirão do Olho: Uma Experiência Exitosa do Hospital de Olhos Beira Rio”.

CONTROLE GLICÊMICO

Segundo a retinóloga, o tempo de duração do diabetes e o controle glicêmico são os fatores mais importantes relacionados ao desenvolvimento e a gravidade da RD, embora outros fatores como hipertensão arterial sistêmica, obesidade, dislipidemia, gravidez e nefropatia possam, de alguma forma, influenciar o aparecimento ou o curso natural dessa complicação. E a melhor forma de prevenir e impedir a progressão da RD – pontuou – é através de um bom controle metabólico. Entretanto, ainda que pareça uma medida simples e óbvia, esse controle é difícil de ser atingido, e principalmente, de ser mantido.

A retinopatia diabética – explicou a especialista – muitas vezes, é uma doença silenciosa, podendo o paciente apresentar boa acuidade visual, mesmo com a doença já instalada. A principal causa de baixa da visão é o edema macular diabético. O diagnóstico da RD é feito com o exame de fundo de olho. O acompanhamento oftalmológico deve ser programado e rigorosamente cumprido, a fim de que a retinopatia seja tratada no tempo adequado e antes que surjam sequelas irreversíveis.

Os diabéticos tipo 1 devem iniciar o acompanhamento após a puberdade ou com cinco anos de doença e os diabéticos tipo 2, no momento do diagnóstico da doença. O intervalo entre os exames oftalmológicos deve ser anual, podendo ser menor, a depender do grau da retinopatia. Nunca em intervalos maiores. O risco de cegueira pela RD pode ser reduzido a menos de 5% quando o diagnóstico é feito em tempo adequado e o tratamento realizado corretamente pelo especialista em Retina.

O diabetes afeta cerca de 3 a 7% da população brasileira e a doença tende a crescer com o aumento da expectativa de vida da população. É preciso, segundo Tessa Mattos, “que o paciente tenha o conhecimento sobre a doença, pois o tratamento é multidisciplinar e envolve mudança nos hábitos de vida: suspender o fumo, plano alimentar adequado, atividade física e medicação.” O profissional de saúde é o vínculo do conhecimento e a educação é fundamental para que os pacientes mantenham a doença sob controle, uma vez que 76% dos diabéticos no Brasil, atualmente, estejam mal controlados, observou.

“Quanto à RD, apesar de inúmeros avanços no tratamento nos últimos anos, sabe-se que a forma mais eficaz de se evitar a cegueira pelo diabetes ainda é o bom controle sistêmico da doença e de suas co-morbidades, o que resulta em menor índice de acometimento ocular, além das manifestações da retinopatia diabética serem mais brandas”, ressaltou a retinóloga.

PARTICIPAÇÃO

Diante da importância do tema, espera-se grande participação na sessão que focará a Retinopatia Diabética. As sessões de atualização têm como clientela a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e Instituições de Ensino Superior).

A.M.V. Mtb 694/Ba

Cedeba/retinopatia

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