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Verificar os ingredientes dos alimentos industrializados ajuda a proteger a saúde

30/06/2016 15:00

Os benefícios da aveia para a saúde já foram comprovados, mas é preciso ter cuidado ao adquirir o produto, porque existe no mercado marca que adiciona farinha branca e açúcar. A canela, que também vendo sendo muito consumida, pode ter farinha de milho e açúcar. Nem os temperos estão livres das misturas, como cominho com farinha.

Os exemplos foram citados pela nutricionista do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Luciane Pontes, ao orientar sobre a necessidade de atenção na leitura do rótulo dos alimentos industrializados. Para os pacientes com diabetes e obesidade esse cuidado deve ser redobrado porque, segundo explicou, os produtos diets, por exemplo, contem maior teor de gordura, que também se transforma em açúcar.

Os alimentos diets – explicou a nutricionista – também possuem maior teor de sódio, que se consumido além do recomendado dificulta a vida dos pacientes com obesidade, além de representar risco para os hipertensos. No rol dos alimentos industrializados ricos em gordura ou sódio estão, entre outros, os refrigerantes, sucos, chocolates e biscoitos.

Difícil conferência

Mas não é muito fácil conferir o que contém cada produto porque além do tamanho da fonte (letras pequenas), são usados nomes pouco familiares para a maioria da população. Luciane Ponte citou o caso do açúcar, que pode estar no rótulo como polidextrose e maltodextrina.

O único alerta bem claro na embalagem dos alimentos é “não contem glúten”, conquista dos pacientes celíacos (eles não podem consumir alimentos com glúten) e hoje com proteção legal. Mesmo quem não consegue entender os complexos nomes dos ingredientes, pode ter alguns cuidados. Segundo a nutricionista do Cedeba, quanto mais crocante a macio o alimento, maior a presença de gordura trans e hidrogenada, prejudiciais à saúde.

No caso dos diabéticos – pontuou Luciane Pontes – é preciso cuidado também no consumo de gorduras e proteínas porque parte destes também se transforma em açúcar. Cem por dos carboidratos transformam-se em açúcar entre 15 minutos a duas horas após a ingestão; entre 35 a 60% das proteínas entre três a quatro horas e dez por cento os lipídios (gorduras) depois de 5 horas.

E a quantidade de gordura e sódio, em alguns casos, não obedece aos valores recomendados: menos de cinco gramas de gordura por porção e até 7 gramas de sódio. Há no mercado produtos com até 7,6 gramas de gordura. Além do sódio e gordura, alimentos industrializados também podem conter outras substâncias que são prejudiciais à saúde: benzoato de sódio, edulcorantes e corantes artificiais (podem causar alergias).

Quem não lê os rótulos e consome sucos industrializados em lugar dos refrigerantes, precisa ter cuidado, verificando os ingredientes. Há no mercado suco em lata que contém 13 colheres de açúcar, quantidade que supera a encontrada na lata de refrigerante: 12 colheres.

Alimentos naturais

Pela complexidade dos rótulos dos produtos industrializados Luciane Ponte observa que o melhor caminho é seguir a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que orienta como um dos pilares da alimentação saudável: menos alimentos processados e mais produtos naturais como frutas e vegetais.

As frutas, segundo a nutricionista, são excelente opção para o lanche (em lugar dos biscoitos, salgadinhos, barrinhas de cereais) e também para a sobremesa (em substituição a doces e sorvetes). O ideal – recomenda – são cinco a sete porções de frutas por dia.

De acordo com a nutricionista, o barateamento dos produtos industrializados com o aumento da produção, ampliou o consumo. A população de menor aquisitivo, sentiu-se importante ao poder comprar alimentos que considerava de pessoas ricas. E essa atitude faz com que moradores da zona rural ou de pequenas cidades do interior, deixem de consumir alimentos saudáveis que ele cultiva, como raízes no café da manhã, preferindo pães e biscoitos.

A.M.V. Mtb 694/Ba
Cedeba/rótulos

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