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HEC oferece nutrição especializada para pacientes internados na oncologia

01/07/2016 12:56

O Hospital Estadual da Criança (HEC) dispõe de um setor de Nutrição preparado para oferecer uma alimentação balanceada e de qualidade aos seus pacientes e colaboradores que almoçam na unidade. Mas os pacientes internados na Oncologia dispõem de uma nutrição especializada.

De acordo com a nutricionista Patrícia Pinheiro, profissional responsável pela alimentação dos pacientes da Oncologia, a nutrição tem um papel fundamental no tratamento oncológico. “Muitos pacientes já chegam para iniciar o tratamento com quadro de desnutrição. No câncer, as necessidades de nutrientes são maiores devido ao fato de ser uma doença que consome alto nível de energia do indivíduo”, explica.

A nutricionista acrescenta: “É necessário que o paciente se alimente de forma correta, pois, assim, melhora a imunidade, além de manter ou recuperar o peso, tolerar melhor os tratamentos e seus efeitos colaterais, diminuir o risco de infecção e melhorar a cicatrização”.

Ainda segundo Patrícia Pinheiro, a terapia nutricional em pacientes oncológicos deve ser realizada de forma individualizada, levando-se em consideração as necessidades nutricionais de cada paciente, suas restrições dietéticas, tolerância, estado clínico e efeitos colaterais esperados. “Deve ser instituída a terapia tão logo seja diagnosticada a doença para prevenir a perda de peso e a desnutrição”, frisa.

Os efeitos clínicos da má alimentação, conforme a nutricionista, manifestam-se através da dificuldade de cicatrização, aumento do risco de infecção e toxicidade do tratamento, além de maior demanda de cuidados, diminuição da resposta ao tratamento e da qualidade de vida e sobrevida, quando comparados com pacientes com um adequado estado nutricional.

“A maioria dos quimioterápicos levam à anorexia, causando uma anormalidade no paladar do paciente, perda de apetite, presença de ulceração na mucosa, como mucosite, queilose, glossite, estomatite e esofagite; náuseas, vômitos e alterações gastrointestinais – como a diarréia e a constipação. As primeiras consequências estão relacionadas à redução da ingestão alimentar e, consequentemente, à depleção do estado nutricional”, salienta Patrícia Pinheiro.

Ascom do HEC
Hospital da Criança//nutrição

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