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Coes promove reunião para formação de multiplicadores

19/07/2016 18:16

“O combate do mosquito Aedes aegypti não é uma responsabilidade apenas da Sesab, mas de toda a sociedade”, pontuou o subsecretário da Saúde do Estado, Roberto Badaró, na abertura da reunião de Formação de Multiplicadores para o combate de criadouros do Aedes aegypti, que ocorreu nesta terça-feira (19), na União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador.

Ele explicou que todos têm que contribuir no combate ao mosquito, desde a sociedade civil, iniciativa privada e os órgãos públicos, “pois ele está em todos os lugares, e tem um elo comum, que é a sujeira, o lixo a água acumulada, que estão nas residências, nas empresas, nos carros em desuso e em materiais inservíveis”. O subsecretário acrescentou que nestes casos, a equipe da Secretaria da Saúde o Estado da Bahia (Sesab) orienta, discute, mas não é a responsável por dar a destinação final, “tem que ser o órgão competente”.

Roberto Badaró ressaltou que se trata de um mosquito que, além de transmitir a dengue, chikungunya e Zika, ainda é um vetor de diversas outras doenças. Além disso, o Zika vírus também pode causar a Síndrome de Guillain Barre e a microcefalia, o que requer ainda mais a intensificação diária ao seu combate. “Tem que ser uma mudança de hábitos mesmo, pois está interferindo na vida das pessoas”.

No sentido de combater o mosquito e dar apoio aos pacientes acometidos com as doenças causadas pelo mosquito, a Sesab criou o Centro de Operações de Emergências em Saúde da Bahia (Coes) com a participação de representantes das secretarias de Segurança Pública, Educação, Casa Civil, Relações Institucionais, Ciência e Tecnologia, Política para as mulheres, Recursos Hídricos, além de ser composto também por representantes das forças armadas, conselhos Estadual e Municipal de Saúde e a União das Prefeituras da Bahia.

A coordenadora do Coes, Maria Aparecida Figueiredo, ressaltou que o centro é responsável por orientar, por implementar ações de combate ao mosquito, ações de mobilização, por trabalhar junto aos municípios, pois são eles os responsáveis por executar as ações. Para isso, semanalmente, ocorrem reuniões através de videoconferências para formar multiplicadores nos 417 municípios.

Além disso, ela explica que a equipe se reúne também para discutir a responsabilidade de cada secretaria, a “exemplo da reunião de hoje, que vamos discutir a situação dos carros em desuso, que são criadouros dos mosquitos”. Para ela, o combate ao Aedes aegypti envolve uma mudança de hábito, de cultura de toda a população.

Dengue, Zika, Chikungunya

O boletim do dia 29 de junho registra 39.584 casos suspeitos de Chikungunya, 50.872 casos suspeitos de Zika e 58.664 casos prováveis de dengue no estado da Bahia.

Síndrome de Guillain Barre

Até o dia 29 de junho foram notificados 32 casos de complicações neurológicas, destes nove casos foram confirmados, seis descartados e 17 casos permanecem em investigação para a SGB associada à infecção pelo zika vírus.

Microcefalia

De acordo com os novos critérios do Ministério da Saúde (perímetro cefálico ≤ 31,9cm para bebês do sexo masculino e perímetro cefálico ≤ que 31,5cm para bebês do sexo feminino), a Sesab, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), revisou todos os casos notificados desde outubro de 2015. Assim, até o dia 16 de julho de 2016, 705 casos notificados em 147 municípios se enquadram no novo critério. Desses, 352 foram investigados com a realização de exame de imagem e/ou exame laboratorial, sendo 232 confirmados e 120 descartados.

Ascom/Sesab
/divep/reunião coes