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Educação é o caminho para a prevenção da doença macrovascular

02/08/2016 17:20

A doença macrovascular da pessoa com diabetes é a própria doença aterosclerótica, que incide em uma população não diabética. É, contudo, mais precoce, mais freqüente e mais grave, além de ser a maior causa de morbimortalidade desse grupo. Mais da metade das mortes dos diabéticos são por doença macrovascular: enfarte, 55% e AVC, 22%. O alerta foi da endocrinologista, coordenadora de Ações Estratégicas do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia – Cedeba, Odelisa Matos, na palestra sobre “Prevenção Primária e Secundária da Doença Macrovascular na Pessoa com Diabetes Mellitus”.

A palestra de Odelisa Matos, na manha de hoje, foi apresentada na sessão temática de diabetes, no auditório do Centro de Atenção à Saúde (CAS). Sempre na primeira terça-feira do mês, as sessões de atualização em diabetes são uma ação Cedeba, por meio da Coordenação de Educação em Diabetes e Apoio à Rede (Codar), tendo como público alvo a equipe multidisciplinar (Saúde da Família, Centros de Referência e instituições de ensino superior).

Educação

A endocrinologista apresentou dados de importantes estudos que sinalizam a importância da prevenção para a redução das mortes por doença macrovascular. A prevenção primária – explicou – é a própria prevenção do diabetes com foco nos fatores de risco: hipertensão arterial,obesidade, dislipidemais (colesterol e triglicérides), sedentarismo e tabagismo. A prevenção secundária passa pelo controle da glicemia e mudança de estilo de vida.

E a prevenção – analisou Odelisa Matos – tem a educação como o caminho a ser seguido. É muito importante que o paciente seja conscientizado sobre os riscos .Na prática – pontuou – muitos pacientes só passam a fazer atividade física, a ter hábitos saudáveis de alimentação e abandonar o cigarro, depois do enfarte.

Fibrose cística

A sessão de diabetes começou com a apresentação de estudo de caso sobre fibrose cística (FC), apresentado pela nutricionista do Hospital Estadual Otávio Mangabeira (HEOM),e do distrito de Brotas, Maria de Lourdes de Freitas Sousa. Doença de origem genética, a FC causa muitas complicações: insuficiência pancreática, doença hepática, comprometimento do sistema reprodutor, Diabetes Mellitus e distúrbio do parênquima pulmonar.

A presença de Diabetes Mellitus em pacientes com Fibrose Cística, segundo a nutricionista, é 20 vezes maior do que na população em geral, no grupo de 15 a 21 anos. Há pessoas que só descobrem a FC com a idade avançada. São casos em que a doença se manifesta apenas com um fator isolado como a questão da reprodução, por exemplo.

Atualmente – pontuou a nutricionista – como teste do pezinho, já é feita a triagem para fibrose cística no período neonatal, mas é importante identificar pacientes adultos que apresentem alguns sintomas que podem alertar para o risco de FC: pneumonias repetidas, quadro crônico de rinite e otite,diarréias freqüentes e desnutrição.

A coordenadora da Codar, Graça Velanes, ressaltou, ao agradecer a participação de Maria de Lourdes na sessão, destacou o importante trabalho do Hospital Otávio Mangabeira no tratamento de doenças do aparelho respiratório e a parceria com o Cedeba.

Fonte: Ascom Cedeba
/cedeba/Educação

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